No supermercado, Deise fazia as compras.
Ela havia saído mais cedo do trabalho naquele dia, pronta para fazer uma grande compra e, em seguida, mostrar seus dotes culinários, preparando um jantar farto para recompensar a si mesma e a William.
Deise ainda se lembrava de quando William lhe alugou a casa por um valor abaixo do mercado, sugerindo que ela pudesse lhe dar uma provinha de sua comida sempre que cozinhasse.
No fim das contas, pagando um aluguel irrisório e desfrutando de uma casa luxuosa, Deise quase nunca havia cozinhado de verdade para ele.
Tomada por um impulso repentino naquele dia, ela decidiu preparar um banquete.
— Eu já disse que é um banquete, um banquete! Desde quando macarronada com carne é um prato de banquete?
Deise não pôde evitar reclamar ao telefone.
Ela estava em uma ligação com William.
Embora já estivessem namorando, no fundo, Deise sentia que sabia muito pouco sobre ele.
Por exemplo, ela sequer sabia qual era a comida favorita dele.
Do outro lado da linha, William ficou em silêncio, como se aquela fosse uma pergunta particularmente difícil de responder.
— Mas... eu realmente gosto de macarronada com carne!
Pela primeira vez, a voz de William carregava um leve traço de mágoa.
Para ele, contanto que fosse feito pelas mãos de Deise, não importava o prato, ele adoraria comer.
— Você realmente não gosta de mais nada além de macarronada com carne?
— Uhum.
— Está bem, então vou comprar o que eu achar melhor.
— Combinado, o que você cozinhar, eu como.
Deise sorriu ao ouvir aquilo.
Ficava claro que William vinha de uma família bastante rica, mas, em termos de roupas, comida e estilo de vida, ele não parecia ser nada exigente.
Enquanto fazia as compras, Deise continuava jogando conversa fora com William.
— Então, vou começar com uma carne de panela bem suculenta...
Deise colocou um belo corte de carne no carrinho de compras.
— E também um camarão ao alho e óleo.
William disse isso com imensa ternura.
Não eram palavras vazias para agradar, mas sim os sentimentos genuínos dele.
— Eu gosto de ouvir você falar.
— Verdade?
— É verdade.
O tom extremamente sério de William fez Deise abrir um sorriso involuntário e afetuoso.
— Você só sabe me bajular.
— De forma alguma... estou falando com o coração.
A voz grave e magnética de William, vibrando em seus ouvidos, era como um dedo dedilhando as cordas do coração de Deise.
— Eu gosto de ouvir você falar, gosto da sua voz, do seu rosto, de ter você ao meu lado, de olhar para você, gosto de tudo em você...
— Está bem, está bem!
Deise o interrompeu a tempo, tocando as próprias bochechas, que já ardiam de vergonha.

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