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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 458

Tomado pela raiva, Palmiro tirou a certidão de divórcio do bolso e a jogou no chão, bem aos pés de Deise.

— Eu nem sequer estava presente na hora de assinar o divórcio. Como é que me mandaram esse papel pelo correio? Para mim, essa certidão é mais falsa que tudo!

Deise não conseguiu evitar revirar os olhos.

Jamais imaginou que ele chegaria a esse nível patético de perseguição.

— Se a certidão é falsa ou não, por que você mesmo não vai ao Cartório verificar? Os registros estão todos lá.

Dizendo isso, virou as costas para ir embora, mas Palmiro deu um passo rápido e agarrou seu braço com força.

— Amor, não faz assim. Me dá mais uma chance, por favor? Eu sei que errei... Olha só, você e aquele William Branco já deviam estar de caso muito antes da gente se separar, não é? Ou seja, você também me traiu durante o casamento, não é nada diferente de mim.

— Já que os dois cometeram o mesmo erro, estamos quites. O que me diz?

— A Família Marques e a Família Paiva são aliadas de longa data, meu pai já salvou a vida do seu... Mesmo que a gente se divorcie agora, daqui a uns anos, quando a sua raiva passar, seu pai vai acabar te obrigando a casar comigo de novo.

— E quanto a esse William... Eu sei que você só está se divertindo com ele, esse cara não é para o seu bico... Amor, me escuta, vamos voltar a ser como éramos antes, o que acha?

Aquela enxurrada de cinismo e cara de pau fez Deise soltar uma risada amarga.

No passado, ela não fazia ideia de que ele pudesse ser um homem tão vil e sem escrúpulos.

Livrando-se do aperto com um puxão brusco, fuzilou-o com o olhar.

— Presta bem atenção, Palmiro. Para de me perseguir! Eu tenho namorado!

Pronta para se afastar novamente, foi surpreendida quando Palmiro a agarrou por trás e a jogou por cima do ombro.

— Você enlouqueceu?! Me solta agora!

Apavorada, Deise se debateu com todas as forças, mas ainda assim foi empurrada para dentro do carro dele.

Com os olhos injetados e a feição transtornada, Palmiro parecia mesmo ter perdido o juízo.

Embora fosse tarde da noite, ainda estavam no meio da rua.

As câmeras de segurança ao redor certamente estariam registrando tudo.

Mas ele pouco se importava com as consequências.

Parecia obcecado pela ideia de levá-la à força naquela noite.

Os três foram levados para a delegacia. Como o depoimento de Deise coincidia perfeitamente com as imagens das câmeras, provando que Palmiro a havia assediado primeiro, a atitude de William foi registrada como legítima defesa e um ato de heroísmo.

— Eu fui espancado desse jeito e vocês têm a coragem de dizer que foi legítima defesa?!

Com o rosto coberto de hematomas e inchaços, Palmiro apontava furioso para William, confrontando os policiais da delegacia.

— O que foi? Vai querer obstruir o trabalho da polícia? — O oficial retrucou de imediato. — Se abrir a boca mais uma vez, eu adiciono desacato à sua ficha.

Intimidado pelo aviso, Palmiro levantou-se num salto.

Antes que pudesse retrucar, um grito furioso ecoou pelo recinto:

— Seu filho inútil!

Eram Gregory Marques e Luciana Amaral que haviam acabado de chegar às pressas.

Ao serem inteirados de toda a confusão, Luciana lançou um olhar mortal para Deise, que não recuou e a fuzilou na mesma moeda.

Gregory, sendo mais prudente, conteve-se. Com um sorriso falso estampado no rosto, desdobrava-se em desculpas e palavras amigáveis diante dos oficiais.

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