Splash!
Deise apertou os olhos, esperando um impacto brutal.
No entanto, a dor que aguardava não veio.
Abrindo os olhos com cautela, deparou-se com o rosto deslumbrante de William.
Ambos haviam caído na banheira imensa, mas ele a envolvera com um braço enquanto usava o outro para se apoiar na borda, evitando assim que ela se machucasse.
— Você está bem?
William a observava sem piscar.
Embora estivessem completamente encharcados, imersos numa banheira forrada de pétalas de rosa, numa cena que parecia digna de um jogo erótico, o olhar dele não carregava a menor malícia ou flerte; havia apenas uma genuína e profunda preocupação com Deise.
A poucos centímetros de distância, os traços de William pareciam ainda mais definidos e perfeitos sob a perspectiva dela.
Deise quase podia ouvir as batidas desenfreadas do próprio coração.
— Eu tô bem...
Enquanto falava, notou, pelo canto do olho, a mão dele.
A mão recém-enfaixada após o curativo agora estava submersa na água para protegê-la.
— Eu não disse que essa mão não podia molhar?!
Diante da bronca, foi que William finalmente se deu conta.
— Desculpe.
Ao vê-lo pedir desculpas de forma tão dócil, um desconforto apertou o peito de Deise.
Sua intenção não era brigar com ele.
Queria apenas demonstrar que se importava.
Apenas sentia uma irritação irracional, uma angústia que não conseguia colocar em palavras.
William analisava o rosto dela; a expressão conturbada e inquieta de Deise fez com que o brilho em seus olhos se apagasse gradativamente.
— A culpa foi minha. Eu não devia ter assustado você... Fique tranquila, eu não vou tentar nada.
Enquanto dizia isso, tentou erguer-se junto com ela. Contudo, os pés de Deise escorregaram, e num reflexo ela se agarrou ao pescoço de William, fazendo com que desabassem de volta na água.
Seus narizes se encostaram. Deise arregalou os olhos, surpresa, enquanto o belo rosto de William tomava toda a sua visão.
No instante seguinte, não eram apenas os narizes que se tocavam, mas sim seus lábios.
William beijou Deise.
Iria deixá-la louca de desejo e não assumir as consequências?
No entanto, mesmo tendo interrompido o contato, o olhar dele sobre ela ardia em chamas, deixando evidente que ele ansiava desesperadamente pelo próximo passo.
Com a respiração pesada e ofegante, estava claro que William lutava com todas as forças para refrear seus instintos.
— Deise, eu te amo... por isso eu te quero... mas não quero que seja apenas num momento de confusão da sua cabeça.
Ele proferiu aquelas palavras com uma expressão extremamente solene.
Encarando o fundo de seus olhos, Deise sentiu como se ele estivesse arrancando o próprio coração do peito para entregá-lo em suas mãos.
Seus dedos deslizaram suavemente pelo pomo de adão de William, descendo até o peitoral para enxugar as gotas de água cristalina, enquanto um sorriso encantador brotava em seus lábios.
— Tanta falação... Será que você não dá conta do recado?
— Eu...
— Só pra deixar claro, se o meu namorado não aguentar sete vezes numa noite, eu dou um pé na bunda dele.
Ao ouvir a palavra "namorado" sair da boca de Deise, os olhos de William se arregalaram. O desejo incontrolável transformou-se numa euforia indescritível, a pura felicidade de ver o seu maior anseio realizado.
Sem dizer mais nenhuma palavra, ergueu Deise nos braços, tirando-a da banheira, e caminhou a passos firmes em direção à enorme cama banhada pela luz vermelha e pecaminosa.
— Se o seu namorado dá conta ou não, você vai descobrir agora mesmo.

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