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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 312

Embora o tom de Deise não chegasse a soar como uma bronca, Leandro percebeu que o seu pequeno truque havia sido descoberto.

— Me desculpe...

Leandro abaixou levemente a cabeça e pediu desculpas com sinceridade.

— A Mari... realmente tem algo muito importante para te contar...

Ele não havia mentido.

Mas o fato de que queria passar o Dia dos Namorados com Deise também era verdade.

— Então vamos procurar algum lugar para comer!

Deise sugeriu, abaixando a cabeça para perguntar à menina: — Mari, o que você quer comer?

— Eu quero comer... pizza... pode ser?

— Claro que pode.

Deise abriu um sorriso radiante para ela.

A Mariana de agora estava muito mais confiante do que quando se conheceram, e isso enchia Deise de alegria.

Apesar de ter sido Leandro quem as chamara para sair, foi Deise quem escolheu o restaurante.

Os três entraram em uma pizzaria na praça.

Na hora de fazer o pedido, o garçom, cheio de boas intenções, soltou um elogio casual:

— É muito bonito ver uma família de três pessoas saindo junta no Dia dos Namorados.

Com um sorriso profissional no rosto, o garçom terminou de falar e se retirou.

Leandro ficou visivelmente constrangido, com as orelhas ligeiramente avermelhadas.

— Seria tão bom se a Sra. Deise pudesse ser a minha mãe...

Mariana sussurrou, apoiando o queixo nas mãos.

— Mari!

Leandro não conseguiu evitar e a repreendeu em voz baixa.

Ele não havia ensinado a menina a dizer aquilo e temia que isso gerasse um mal-entendido desnecessário com Deise.

Deise, por outro lado, manteve-se serena.

Não deu importância nem às palavras do garçom, nem ao comentário de Mariana.

Afinal, crianças falam o que lhes vem à cabeça.

Deise fez um sinal com os olhos para que Leandro se sentasse e não se exaltasse tanto.

Leandro percebeu que havia exagerado e atraído os olhares para a mesa deles, então voltou a sentar-se devagar.

— Mari, você tem certeza de que foi aquela tal de Beatriz que te empurrou?

Leandro perguntou em voz baixa, com os olhos faiscando de raiva.

Mariana pensou por um momento e fez um biquinho:

— Eu... eu também não tenho muita certeza, mas... eu senti que, que alguém me empurrou...

E, naquele exato momento, a única pessoa que estava ao seu lado era a própria Beatriz.

Deise mergulhou num longo silêncio.

Em sua mente, passavam em alta velocidade as lembranças do que havia acontecido na festa de aniversário no navio, desde a queda de Mariana no rio, passando pelo momento em que foi levada à enfermaria, até o incêndio na despensa logo ao lado...

Um evento após o outro, peça por peça.

Deise abaixou lentamente as pálpebras, ocultando o brilho em seus olhos.

— Essa Beatriz passou dos limites da maldade!

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