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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 298

Filial da Bio Universo.

Deise esperava por William no saguão do térreo. A espera já estava um pouco longa e suas pernas começavam a doer.

No exato momento em que ela ficou nas pontas dos pés e esticou o pescoço para olhar lá dentro, uma peça de roupa caiu de repente sobre os seus ombros.

Deise se virou e deu de cara com William.

Seus olhares se encontraram e, simultaneamente, os dois paralisaram.

Foi como se o tempo parasse naquele instante e tudo ao redor desaparecesse.

Nos olhos de Deise só existia William.

E nos olhos de William só existia Deise.

O rosto de William, refletido nos olhos de Deise, continuava impecavelmente lindo.

Mas estava muito mais limpo do que da última vez em que se viram.

Pois, no último encontro, eles estavam no meio de um incêndio.

Aquele vislumbre havia ficado gravado na mente de Deise por muito tempo.

Tanto tempo que parecia ter sido esculpido em seu cérebro.

Esculpido em seu coração, impossível de ser apagado ou esquecido para todo o sempre.

Mesmo que o rosto de William tivesse passado pelos seus olhos num piscar de relâmpago.

Ainda assim, num momento de extrema fraqueza, tensão e crise, aquele rosto bonito e fugaz lhe proporcionara uma sensação de segurança além da imaginação.

Era um fato que, na ocasião, nenhum dos dois havia escapado do perigo ou sido resgatado.

Mas Deise tivera uma intuição...

De que William a salvaria.

William havia chegado.

E ela não morreria.

Os fatos comprovaram que ela não estava errada.

William a havia salvado, resgatando-a sã e salva.

— O outono já chegou, você não pode usar roupas tão leves...

Ouvindo o conselho de William, Deise, por instinto, tocou o paletó que ele havia colocado sobre os seus ombros.

— Você me deu a sua roupa, não vai ficar muito desagasalhado?

Deise ergueu o olhar e apontou para a camisa preta que William vestia.

Como ela havia dito, a camisa era de fato leve, e os botões estavam abotoados da maneira errada.

Era evidente que William se apressara muito para chegar ali.

Deise esperava que William saísse do interior da empresa para encontrá-la, e não que chegasse caminhando de fora.

Dava para notar que William não deveria ter ido trabalhar naquele dia.

Deise fixou o olhar em William e deu passos lentos em sua direção.

A recepcionista, pelo menos, estava lá o tempo todo.

Mesmo assim, Deise estendeu a mão em direção a William como se não houvesse mais ninguém por perto, e começou a desabotoar, um por um, os botões da camisa dele.

Ao ver aquela cena, a recepcionista ficou em choque.

Ela, claro, sabia quem era William.

Mas não tinha ideia de qual era a relação entre ele e Deise.

Namorada?

Noiva?

Até mesmo se fosse esposa, isso não justificava ficar desabotoando e tirando as roupas dele bem na entrada da empresa, certo?

Sem saber como reagir, a recepcionista escapuliu às pressas e correu para o banheiro.

William não se mexeu.

Deixou docilmente que Deise desabotoasse toda a sua camisa e, em seguida, a abotoasse de novo, botão por botão.

O ar ao redor deles parecia ter ganhado um tom cor-de-rosa.

Embora estivessem em pleno saguão do térreo da empresa, sob os olhares de quem passasse.

No entanto, a maneira como Deise ajeitava a sua camisa, aos olhos de William, lembrava a de uma esposa recém-casada ajustando a roupa do marido prestes a sair para o trabalho.

— Para quem trabalha no mundo corporativo, sair por aí com os botões da camisa abotoados errado não pega bem.

Após dizer isso, Deise devolveu o paletó a William.

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