Hoje era o aniversário de cinco anos de Mariana, e Leandro alugou com toda a pompa um navio de cruzeiro de luxo no rio para celebrar a data.
Ele convidou seus colegas e amigos, e também convidou os professores e colegas da Creche Crescer Juntos.
É claro que ele também convidou Deise.
Para não estragar o clima, ele não convidou a ex-mulher, ou seja, a mãe biológica de Mariana.
De qualquer forma, a outra parte nem sequer se lembrava do aniversário de Mariana.
Obviamente, ele também não convidaria Palmiro e Victória.
Inicialmente, ele também não queria convidar Beatriz, mas Beatriz também estudava na Creche Crescer Juntos, era colega de Mariana e, além do mais, tinha parentesco com Deise por ser sua sobrinha.
Por uma questão de bom senso, ele não deveria deixar Beatriz de fora.
No fim das contas, Leandro acabou convidando Beatriz.
Como guardiã de Beatriz, Victória naturalmente embarcou no cruzeiro.
Palmiro também foi.
Ele acompanhou Deise, na condição de marido dela.
E assim, todos se reuniram no cruzeiro para celebrar o aniversário de Mariana.
As águas do Rio Len ondulavam e brilhavam, o cruzeiro de luxo navegava lentamente, e os altos edifícios em ambas as margens brilhavam iluminados.
Mariana não cabia em si de tanta alegria.
Pode-se dizer que aquele era o dia mais feliz de sua vida e a melhor festa de aniversário que ela já tivera.
Não apenas as luzes das duas margens do rio eram coloridas e vibrantes, mas o cruzeiro também estava todo iluminado e decorado com muita criatividade.
Os adultos brindavam e conversavam em meio às taças.
As crianças corriam e brincavam no convés, divertindo-se a valer.
Naquela noite, por um milagre, Beatriz não implicou com Mariana.
Não apenas não implicou, como também ficou elogiando o quanto o vestidinho de festa de Mariana era lindo.
Mariana sentiu-se lisonjeada.
A ponto de achar que ela e Beatriz haviam feito as pazes e se tornado grandes amigas.
As duas garotinhas correram saltitantes de mãos dadas até as proximidades da amurada do navio.
— Uau... A vista noturna do rio é linda...
Mas pular num rio para salvar alguém era a primeira vez.
No entanto, ela não teve tempo de pensar em nada disso.
O seu corpo agiu antes que a sua mente pudesse raciocinar.
No convés, todos ficaram atônitos.
Mesmo ouvindo os gritos desesperados de Beatriz, Palmiro não conseguiu entender imediatamente o que havia acontecido.
Não muito longe dali, a mente de Leandro ficou em branco.
A Mari havia caído no rio?!
E Deise havia saltado atrás dela!
Mas o choque durou apenas um instante, Leandro rapidamente recobrou os sentidos.
Ele acionou imediatamente o botão de emergência e começou a comandar a tripulação do navio.
— Alguém caiu na água a estibordo, joguem logo os botes e as boias de resgate! Chamem a equipe médica! Preparem cobertores e bolsas de água quente!
O convés transformou-se em um caos num instante. Havia pessoas tentando ajudar no resgate, outras evacuando os convidados, além dos médicos preparando macas, oxigênio e kits de primeiros socorros.

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