Palmiro estava ficando irritado com a situação.
— Já chega, Victória. A Deise é sua cunhada, também é uma figura de autoridade na família. Considere esse tapa como uma correção da sua cunhada.
As palavras de Palmiro deixaram Victória pasma.
— A propósito, o que vocês estavam olhando? Há algo que queiram comprar?
Palmiro mudou de assunto rapidamente.
Além de ter apanhado, Victória inexplicavelmente foi rebaixada a uma posição de inferioridade em relação a Deise, sentindo-se sufocada de indignação.
— Eu estava vendo roupas de verão... por exemplo, este vestido é bem bonito...
Deise puxou um vestido qualquer das araras para dar uma olhada.
Nesse momento, Victória também pegou um vestido.
— Eu gostei deste. O que acha, irmão?
A atenção de Palmiro não se desviou para Victória.
Seus olhos estavam fixos apenas em Deise. Em vez dele, foi Susana quem olhou para Victória.
E o que ela olhou foi o vestido nas mãos da mulher.
— Deise, eu acho que aquele vestido ali ficaria perfeito em você! Com certeza você o vestiria muito melhor do que certas pessoas.
Ao ouvir as palavras da amiga, Deise olhou para ela e viu Susana piscando incessantemente.
Deise entendeu a mensagem —
Ela queria que Deise roubasse o vestido que Victória havia escolhido.
Deise não conseguiu conter um pequeno sorriso.
Não imaginava que Susana fosse tão competitiva.
A verdade é que ela não tinha o menor interesse no vestido que chamara a atenção de Victória.
Contudo, já que Susana lhe dera a deixa, não custava nada entrar na disputa, apenas para dar à amiga o gosto da vitória.
— Realmente combina comigo. Eu gostaria de provar.
Depois que Deise falou com a vendedora, a moça olhou para o vestido nas mãos de Victória e explicou:
— Desse modelo, tamanho M, essa é a última peça que nos resta.
Depois de dizer isso, a vendedora olhou atentamente para o rosto de Deise e soltou uma exclamação de surpresa.
— É você, senhora!
Aquele conjunto, na verdade, havia sido comprado por outro homem para Deise?
E o cara ainda era muito bonito?
Quem seria?
Leandro?
Assim que o rosto detestável de Leandro surgiu em sua mente, Palmiro balançou a cabeça.
Não podia ser...
Na época em que Deise usou o conjunto roxo, ela ainda nem devia conhecer Leandro!
Então...
Quem diabos era?
As palmas das mãos de Palmiro doíam pelas unhas cravadas. Seu coração estava um turbilhão e sua mente, uma verdadeira bagunça fervilhante.
— Deise...
O braço dela foi agarrado bruscamente por Palmiro. Ao se virar, Deise o viu perguntar com uma urgência desesperada:
— Quem era o cara? O homem que comprou aquele conjunto roxo para você...

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