A tática funcionou. Quando Nina recebeu a mensagem de Gustavo dizendo que a esperava no café no térreo da AF Inovações, o seu coração deu um salto, e ela se levantou para descer.
Ao virar a esquina no corredor, esbarrou em Oliver.
— O que foi? Você não parece bem. — Oliver segurou-a pelos ombros.
Nina balançou a cabeça e explicou resumidamente a situação a ele.
Oliver franziu o cenho.
— Eu desço com você.
— Não precisa, ele está de cabeça quente agora, tenho medo de que acabe descontando em você.
— Tudo bem, se precisar de algo, me ligue imediatamente.
Nina empurrou a porta para entrar. Gustavo estava no café movimentado e a viu assim que ela entrou.
Bastou um olhar para que toda a raiva acumulada em seu peito desaparecesse por completo.
Até o próprio Gustavo ficou surpreso.
Afinal, os sentimentos dele por Nina eram muito especiais.
Ele tomou uma decisão em silêncio.
Contanto que Nina estivesse disposta a voltar, as mentiras e os enganos de antes ficariam no passado, ele não tocaria mais no assunto.
— O que você quer beber? — A voz de Gustavo continuava suave, trazendo um ar acolhedor como a brisa da primavera.
Nina ficou secretamente surpresa.
Ela já havia se preparado para uma discussão, mas a tempestade que imaginara não chegou.
— Não precisa, eu já tomei café. — Nina empurrou o menu, sinalizando para ele ir direto ao ponto sem enrolações.
Gustavo apertou os lábios.
— Nina, eu te procurei a noite inteira. Desde ontem à noite, não bebi uma gota d'água sequer.
Nina franziu a testa.
— Isso é problema seu.
A atitude fria apunhalou Gustavo diretamente.
Ele lambeu os lábios ressecados.
— Quando foi que você se mudou para o apartamento?
Nina baixou os olhos.

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