Ao saberem que Francisco Fontes havia retornado de Marazul, alguns dos seus amigos mais próximos do círculo social tomaram a iniciativa de convidá-lo para se sentar e relaxar por ali.
Todos pensaram que Francisco recusaria novamente; afinal, quem o cercava sabia de sua natureza frígida. Para ele, a vida se resumia a ganhar dinheiro, e ele sempre desdenhou de bordéis de luxo e lugares de perdição.
Mas, para a surpresa de todos, ele aceitou o convite.
Os presentes semicerraram os olhos. O ilustre herdeiro finalmente tinha despertado para a vida?
Já que a linha fora cruzada, decidiram testar até onde iam os limites dele.
Por isso, alguém que adorava ver o circo pegar fogo chamou a beldade principal do clube para acompanhá-lo.
A mulher mais linda do recinto, que nunca tinha visto Francisco, tomou coragem e sentou-se ao seu lado. Para o espanto geral, Francisco não a expulsou!
Os jovens herdeiros presentes ficaram boquiabertos. Olharam uns para os outros, vendo a mesma incredulidade estampada nos rostos alheios.
— Uau, nosso irmão Francisco foi a Marazul e voltou iluminado. Pelo visto, Marazul é um lugar incrível. Preciso dar um pulo lá.
— Cai fora. Você já é mais safado do que qualquer um de nós. Se for a Marazul, o que sobrará? Todas as mulheres do mundo serão devoradas por você!
— Hahaha, pura verdade!
Enquanto eles riam e provocavam Francisco, este não se irritava. Apenas olhava para o celular de vez em quando e depois para o relógio de pulso.
As luzes inebriantes do camarote iluminavam o perfil anguloso do homem, seus traços faciais refinados e marcantes; ele era, indiscutivelmente, o centro das atenções.
Ao seu lado, a beldade de lábios carmesins ardentes manteve-se reservada por um tempo, esperando que o homem tomasse a iniciativa de puxar assunto. Porém, após longa espera sem qualquer sinal, viu-se obrigada a deixar a reserva de lado.
— Sr. Fontes, esperando alguém?
Ela jogou os longos cabelos cacheados para trás; um movimento simples que, feito por uma mulher tão deslumbrante, transbordava sedução.
Como se não tivesse ouvido, Francisco levantou a cabeça e olhou para a direção de um biombo não muito distante, apertando os olhos amendoados.
Foi a primeira vez que a grande beldade se viu ignorada por um cliente. Afinal, ela era a estrela do clube; geralmente era ela quem escolhia os clientes.
Mas o homem a seu lado era mais bonito do que qualquer outro no local. Ou melhor, era mais bonito do que qualquer homem que ela já tinha visto na vida.
E não era só beleza; ele possuía poder e influência.
Alguém que fazia aquele grupo de ricos herdeiros chamá-lo de "irmão" não era uma pessoa comum.
Ela teve que abaixar ainda mais seu orgulho, inclinando-se para a frente e tomando a iniciativa de dizer:

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