Augusto estava claramente furioso, do tipo que sente raiva de verdade.
— Eduarda, escute o seu irmão sobre este assunto, não se relacione mais com Cícero Machado. Se ele ousar vir te incomodar, terá que passar por mim primeiro. — aconselhou Augusto. — Volte para pegar as suas coisas, à noite eu te levo de volta para a família Barbosa.
Eduarda, no entanto, hesitou um pouco: — Augusto, você também sabe que fiquei na família Machado com medo de que Roberto Machado atacasse a família Nogueira novamente. Esse homem é muito cruel e sombrio; se o deixarmos em paz, temo que não haverá paz.
Ao ouvir tudo o que ela disse, Augusto finalmente entendeu que tipo de sentimentos ela nutria por Franklin Nogueira.
— E você, irmã boba? Depois de ajudar a família Nogueira a se livrar dessa grande ameaça, você nem planeja contar ao Franklin e simplesmente vai embora? Se você não disser, quem saberá das coisas que você fez?
Os olhos de Eduarda pareciam um pouco solitários: — Franklin me ajudou tanto, e eu não quero que ele tenha nenhum fardo, assim está muito bom. Quem sabe no futuro, quando ele encontrar o seu verdadeiro amor, possamos nos encontrar, nos cumprimentar e colocar o papo em dia. Isso já basta...
Augusto, como irmão, agora sentia uma pena imensa dessa irmã que havia acabado de ser reencontrada e que havia sofrido muito no mundo lá fora.
— Tudo bem, Eduarda. O que você quiser fazer, o seu irmão apoiará. Se quiser manter essa barreira com a família Nogueira por enquanto, pode ser. Mas com Cícero Machado não dá. Só a forma como ele te intimidou no passado já é o suficiente para eu ir contra ele. Seu irmão não permitirá que você volte a cometer os mesmos erros do passado.
Eduarda sorriu: — Eu sei, Augusto. E não se preocupe, não tenho a intenção de voltar atrás. Quando você cai em um buraco uma vez, é o suficiente. Se eu caminhar para o mesmo lugar de novo, então realmente terei merecido.
— Ouvindo você dizer isso, seu irmão também fica aliviado. Certo, vou te levar para pegar algumas coisas essenciais. À noite, venha para casa com o seu irmão, vou te contar as coisas da nossa família.
Eduarda assentiu: — Certo, então conto com você, Augusto.

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