Eduarda olhou para ele e disse, educadamente:
— Que tal assim, Sr. Barbosa: para não tomar o seu tempo e também para protegê-la caso haja um engano, por que não levamos primeiro uma amostra para fazer um teste de DNA? Quando o resultado sair, saberemos se há grau de parentesco entre vocês. O que acha?
A atitude de Augusto já não era de descaso como antes. Ao ouvir isso, deduziu facilmente que, se fosse um impostor, nunca pediria para fazer um teste de DNA.
Ele sentiu uma emoção forte e os olhos brilharam, mas tentou manter o rosto calmo.
— Eu agradeço a gentileza, Sra. Machado. Pedirei para entrarem em contato com a senhora.
Ela assentiu, com um leve sorriso:
— Não há de quê, Sr. Barbosa.
Augusto não ficou para almoçar naquele dia. Devia ter negócios urgentes a tratar e foi embora logo.
Pouco tempo depois, o assistente de Augusto apareceu para pegar a amostra.
Eduarda tirou alguns fios de cabelo, guardou-os num saco plástico e o entregou ao funcionário.
Normalmente, um teste de DNA leva cerca de uma semana para ficar pronto. Eduarda não estava com muita pressa, mas, no dia seguinte após a coleta, o assistente ligou. Seu tom de voz e emoção deixavam claro o quanto estava agitado.
— Sra. Barbosa, não sei se terá tempo amanhã, mas o Sr. Barbosa gostaria de se encontrar com a senhora e com a dona da amostra de DNA.
Ao ouvir isso, ela já deduziu a resposta.
— Tudo bem. No mesmo lugar de antes, amanhã às nove da manhã.
— Ótimo, ótimo. O Sr. Barbosa chegará pontualmente. Muito obrigado, Sra. Machado.
— Não por isso.
Eduarda desligou o telefone. Saber que veria seu próprio irmão no dia seguinte a deixou tranquila.
Nos últimos dois dias, ela também havia procurado informações sobre Augusto. E, de fato, como diziam, ele era muito misterioso; não havia quase nada sobre ele, nem mesmo onde trabalhava.


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