Eduarda e Pérola foram comer no restaurante onde haviam marcado.
— Irmã, qual é a daquela Weleska? Quando fui lá buscar você, vi que o jeito que ela te olhava era assustador.
Pérola espetou um pedaço cortado de bife e o colocou na boca, mastigando.
— Ela sempre é assim quando me vê. Hoje eu já a avisei. Se da próxima vez ela vier gritar comigo desse jeito, não vou deixá-la passar tão fácil.
Enquanto ouvia Eduarda, Pérola pareceu querer falar alguma coisa e se conteve, ficando meio distraída durante a refeição, o que Eduarda notou de relance.
— Pérola, o que foi? Tem algo que você quer me dizer? — Eduarda perguntou.
— Ah, nada não, não é nada — Pérola conteve-se de maneira calma desta vez, mas, pouco tempo depois, não aguentou mais. — Irmã, eu vi o Franklin há dois dias, ele foi ao nosso estúdio intermediar um negócio e o Sr. Guerra achou bom, então assinou. O contrato é muito bom para nós, mas o Franklin pediu para eu não te contar, a não ser que você perguntasse primeiro.
Eduarda pensou um pouco e disse: — Tirando os contratos importantes, eu não costumo me meter muito nas coisas do estúdio. Deixo os contratos profissionais para o Sr. Guerra resolver. Se você não me contasse, eu provavelmente demoraria muito para saber. Se for um contrato normal, não tem problema nenhum fazer isso.
— Eu sei, irmã, foi o Franklin quem intermediou, realmente não tem problema nenhum, mas eu não estava falando disso.
Enquanto falava, Pérola ainda demonstrou alguma hesitação.
— Fale direto, Pérola, o que houve? — Eduarda perguntou, confusa.
Pérola olhou para ela e finalmente disse:
— Quando o Franklin veio, ainda nos convidou para comer, também trouxe vários presentinhos, mas eu pude ver que ele queria mesmo era ver você, irmã. Eu também ouvi sobre o seu machucado, o Franklin deve estar muito preocupado com você, mas como não conseguia entrar em contato, estava bem aflito.
Eduarda pensou bem, desde aquele dia no hospital em que se despediu de Franklin, depois de tanto tempo, de fato eles não haviam entrado em contato.
Conhecendo o temperamento de Franklin, era natural que se preocupasse.
Eduarda tirou o celular da bolsa instintivamente. Ela olhou para aquele aparelho que era igualzinho ao de Franklin, apenas de outra cor, e a sua mão parou enquanto tentava desbloquear a tela.
Pérola observou e perguntou ao lado: — Irmã, você ainda tem dúvidas? Eu acho que mandar só uma mensagem avisando que está bem não tem problema nenhum. Mesmo que sejam só amigos, dizer isso é super tranquilo. Não pense demais nisso, senão o Franklin vai ficar ainda mais preocupado com você.
— Talvez você tenha razão, fui eu quem pensou demais.

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