A súplica de Franklin era de comover qualquer um. Eduarda, olhando para aqueles olhos que pareciam se comunicar direto com a alma, sentiu-se cativada por um momento.
Após um instante, Eduarda voltou a si e puxou a mão de volta.
A mão de Franklin ficou vazia de repente, e metade do seu coração também esvaziou.
Ele ouviu Eduarda dizendo:
— Franklin, me desculpe...
Eduarda não conseguia dizer mais nada além de desculpas. Tudo o que ela tinha para Franklin era apenas isso.
Quanto ao resto, por mais tocada que estivesse, ela não podia tocar naquilo novamente.
Franklin ficou magoado com a rejeição de Eduarda, mas só pôde fingir que nada tinha acontecido.
— Tudo bem, Eduarda. Eu sei que você tem algumas preocupações agora, mas não importa o que diga, eu vou sempre esperar por você.
— Já terminaram?
Cícero, que ouvia tudo do lado de fora o tempo inteiro, captou toda a conversa entre os dois.
A declaração e os sentimentos de Franklin por Eduarda, ele ouviu cada palavra com muita clareza.
Ninguém consegue tolerar que outro homem se declare para a mulher de quem gosta.
Se Eduarda não tivesse pedido para ele esperar do lado de fora, ele jamais teria permitido que eles conversassem daquele jeito.
Ao ver Cícero entrar, o olhar de Eduarda foi gradativamente ficando frio.
Cícero avançou e puxou Eduarda para trás de si, separando-a de Franklin.
— Já disseram o suficiente? Vou levar a minha esposa embora. — disse Cícero, encarando Franklin friamente.
Franklin olhou para ele e soltou um riso de desprezo.
Ele deu um passo à frente, também encarando Cícero com um rosto frio.
— Cícero, é bom você garantir a segurança da Eduarda. Se algo assim acontecer de novo, eu não vou te perdoar, eu definitivamente vou dar um jeito de levar a Eduarda embora!
Os cantos da boca de Cícero se curvaram de leve:
— Você nunca terá essa chance!
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