Eduarda ficou um pouco confusa.
Zenilda sorriu e contou a Eduarda o que havia acontecido há dois dias.
Dois dias atrás, enquanto Zenilda trabalhava em moldes no ateliê, o administrador entrou e disse:
— Dona Zenilda, há um jovem lá fora chamado Franklin que veio visitá-la. É aquele que cuidou da dona Eduarda no exterior. A senhora quer recebê-lo?
Zenilda percebeu imediatamente quem era:
— Sim, pode mandá-lo entrar.
Zenilda voltou para a sala de estar, esperando que Franklin entrasse.
Franklin entrou segurando presentes. Ao se aproximar, cumprimentou Zenilda com muito respeito:
— Olá, professora Zenilda. É a minha primeira vez aqui e não avisei antes; espero que não se importe. Trouxe uma pequena lembrança, espero que seja do seu agrado.
O administrador da casa se aproximou e pegou as caixas das mãos de Franklin. Só de bater o olho, dava para ver que eram itens de muito valor e de excelente qualidade.
Zenilda fez um gesto para que Franklin se sentasse:
— Gostaria de saber o motivo da sua visita. Creio que não temos nenhum envolvimento profissional com a família Nogueira.
Franklin deu um sorriso gentil:
— Não vim tratar de negócios. A senhora deve saber da minha relação com a Eduarda, então serei direto. Vim por causa dela.
Zenilda não disse muito de imediato, apenas respondeu:
— Pode falar.
Franklin levantou o olhar, encarando Zenilda com extrema sinceridade.
— Professora Zenilda, estou muito preocupado com a situação atual da Eduarda. Antes, ela me pediu para terminarmos e disse que voltaria com o Cícero, mas percebi que ela estava mentindo. A senhora deve conhecer a personalidade dela, ela sempre pensa nos outros primeiro. Algo deve ter acontecido para que ela tomasse uma atitude tão contra a própria vontade. Eu queria cuidar dela, mas agora ela foge de mim. Não consigo ficar em paz, por isso vim até aqui perguntar à senhora o que realmente aconteceu com a Eduarda.
Zenilda não sabia de todos os detalhes da vida de Eduarda, mas sabia sobre a separação com Franklin e que ela tinha sido forçada a voltar para Cícero.
Na última vez em que Cícero acompanhou Eduarda até a propriedade, ela percebeu que os sentimentos que Eduarda nutria por ele no passado já não existiam mais.
E como ela não saberia que Eduarda estava passando por dificuldades? Se ela estava agindo assim, era porque o assunto não podia chegar aos ouvidos de Franklin.
Por precaução, Zenilda naturalmente não ousou falar facilmente.
Zenilda disse:


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