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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 631

Eduarda ainda estava em um estado de total confusão e, naquele momento, entendia menos ainda sobre o que os dois estavam discutindo.

Ela não queria dar ouvidos a Cícero; na verdade, nunca costumava escutá-lo.

Inconscientemente, ela olhou para Franklin, que sempre lhe parecera muito mais confiável.

Franklin pensou por um instante e acenou com a cabeça:

— Eduarda, deixe que nós dois conversemos. Por que você não vai descansar um pouco, tudo bem?

As palavras estavam na ponta da língua de Eduarda, mas ela não conseguiu dizer nada. Deixando para lá, virou-se e entrou no estúdio.

No pátio envolto pela noite, agora restavam apenas os dois homens adultos, frente a frente.

Cícero disse, visivelmente contrariado:

— Franklin, o que você está tentando fazer trazendo o passado de volta para a Eduarda? Quer arruiná-la?

Franklin riu com desdém:

— Cícero, você é realmente ótimo em inverter a culpa. Eu estou arruinando a Eduarda? Qual de nós dois a destruiu a ponto de ela chegar a esse estado? Como você tem a coragem de me dizer uma coisa dessas?

Cícero rebateu:

— Eu admito que errei com a Eduarda no passado, mas agora estou fazendo o possível para me redimir. O estado dela finalmente se estabilizou um pouco, e você quer trazer à tona aquelas memórias que a fazem sofrer. Você não suporta vê-la bem ou só quer satisfazer o seu próprio senso de posse sobre ela?!

— Ao dizer isso, você deveria colocar a mão na consciência e perguntar a si mesmo quem realmente age assim: você ou eu!

Os olhos de Cícero ficaram injetados de sangue, repletos de uma densa camada de angústia e luta interna.

— Aos seus olhos, ou aos olhos de qualquer um, eu mereço a morte. Eu também tenho plena consciência do que fiz. Só me odeio por ter percebido tarde demais. Todo o sofrimento pelo qual a Eduarda passou, eu gostaria de sofrer no lugar dela. Eu adoraria morrer, mas não posso. Eu preciso manter esta vida. Se eu morrer tão facilmente, estarei falhando com a Eduarda mais uma vez. Por isso, devo usar a minha vida para protegê-la, para que ela possa viver bem. Esse é todo o sentido da minha existência.

— Franklin, não me importa o que você pensa de mim. Estou disposto a carregar a culpa e usar o resto da minha vida para tratá-la bem. Se você quer trazer o passado para aprisioná-la agora, eu não vou permitir. Assim como você pensa, você não quer que a Eduarda fique comigo porque eu falhei com ela no passado. Eu também. Não quero que ela fique com você, nem que você seja uma bomba-relógio que pode explodir o passado a qualquer momento. Eu também a estou protegendo. Portanto, você e eu não somos diferentes; ambos fazemos isso por ela. Eu não sou inferior a você!

Ao ouvir esse discurso, Franklin quase gargalhou. Era difícil para ele acreditar na lógica de Cícero.

Franklin sorriu com desprezo:

— Você se pinta como alguém grandioso demais. O que você realmente fez por ela? Destruiu a vida pacífica que ela lutou tanto para conseguir só para protegê-la? Você está apenas sendo movido por inveja e possessividade, incapaz de ver a Eduarda buscar a própria felicidade. Você sempre foi assim. Pessoas como você são sempre assim: arrogantes, achando que o mundo gira ao seu redor. Vocês acham natural pensar apenas em si mesmos, ignorando completamente os sentimentos dos outros. É apenas a mentalidade de um empresário egoísta e egocêntrico.

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