Talvez eles ainda pudessem ser felizes juntos, e ele pudesse compensá-la por tudo.
Após Cícero dar mais algumas instruções ao diretor, este retirou-se da suíte VIP para não importuná-los.
Quando o estado de Eduarda estabilizou completamente, Cícero a levou de volta para a mansão. Ele também designou alguns médicos especialistas para ficarem de prontidão na residência.
E assim, Cícero passou os dias seguintes em casa, fazendo companhia a ela.
Desde que acordara, Eduarda não mencionou mais o incidente com a pintura. Em vez disso, ao ver Cícero o tempo todo ao seu redor, cuidando dela sem parar, começou a sentir certa impaciência e irritação.
— Você não acabou de retomar o seu cargo? Não deveria estar no Grupo resolvendo as coisas do trabalho? — Eduarda perguntou, ao receber mais uma porção de frutas das mãos dele.
Cícero sorriu para ela:
— Damiano está no Grupo. Se houver algo, ele me informará. Minha prioridade é cuidar de você.
Eduarda o avaliou de cima a baixo:
— O que deu em você? Resolveu bancar o marido perfeito agora?
Ela achava as atitudes dele um tanto inexplicáveis. Eduarda não fazia a menor ideia do turbilhão de pensamentos e sentimentos que se passavam na mente de Cícero.
Mesmo percebendo a resistência no tom de voz de Eduarda, Cícero não recuou:
— Quando você melhorar, podemos ir ao Grupo juntos. Você ainda tem coisas que deseja fazer lá, não é?
Eduarda deu um sorriso raro:
— Você acha mesmo que consegue fazer isso? Derrubar o seu tio Roberto não será uma tarefa simples.
— Claro. — Desta vez, Cícero soou muito convicto. — O seu objetivo é o mesmo que o meu. Por isso, tenho total confiança.
Eduarda sorriu levemente:
— Espero que esteja falando a verdade. Já pensou em como agir? Vai cortar o mal pela raiz ou ter paciência e atacar aos poucos?
Cícero devolveu a pergunta:
— Certo, aguardo novidades. — Eduarda fechou a pasta após verificar os papéis.
Eles continuaram conversando sobre assuntos de trabalho até que Eduarda deu um leve bocejo.
Cícero demonstrou preocupação:
— Cansou? Descanse um pouco. Ou, se preferir, posso te levar para passear. Ficar trancada em casa esses dias todos não deve estar te fazendo bem.
Nisso Cícero tinha razão. Eduarda estivera os últimos dias se recuperando na mansão, sem colocar o pé para fora, o que a deixara entediada. Além disso, a partida de Franklin ainda a perturbava, o que atrapalhava seu descanso.
Distraída, ela perguntou:
— E você tem algum lugar bom em mente?
Cícero assentiu com ar de mistério, mas não revelou o destino.
— Você descobrirá quando chegarmos lá. Tenho certeza de que vai adorar. Quer vir comigo conferir?

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