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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 546

Ao lado, a equipe de maquiagem e cabelo viu que ela finalmente havia se levantado e, aliviada por não correr mais o risco de fracassar na tarefa, tratou de levá-la para terminar a produção.

Em pouco tempo, Eduarda estava pronta, com uma beleza delicada e quase etérea. A roupa realçava ainda mais sua elegância serena.

Arthur não parava de girar ao redor dela, elogiando:

— Mamãe, você está tão linda! Mais linda do que qualquer pessoa que eu já vi.

Cícero logo concordou:

— Eduarda, você está realmente maravilhosa. Esse estilo combina muito com você.

Pai e filho, um alto e o outro pequeno, estavam ao lado dela com os olhos cheios de admiração. Por um instante, Eduarda se sentiu um pouco atordoada.

Se no casamento deles as coisas também tivessem sido assim, será que ela teria aceitado tudo em silêncio e não teria pedido o divórcio?

Mas não existe no mundo nenhum “e se” capaz de apagar o passado.

Eduarda se levantou e disse:

— Vamos. Não vamos perder tempo.

Seguindo os passos dela, Cícero e Arthur saíram juntos.

Damiano já os aguardava no carro do lado de fora e levou a família de três pessoas para a Praia Dourada.

No caminho, Eduarda finalmente ficou sabendo que Adilson havia encerrado o período de recuperação e já estava instalado na residência principal, pronto para receber visitas. Era por isso que Cícero queria levar Eduarda e Arthur com ele.

O que aquele retorno significava? Talvez tivesse um peso importante para Cícero. Para Eduarda, porém, a ida até lá não tinha nenhum significado especial.

Ela sentia que, ultimamente, estava meio anestesiada.

Além do design e do trabalho, tinha passado a encarar a própria vida pessoal num modo quase automático, deixando as coisas simplesmente seguirem seu curso.

Durante o trajeto, Cícero observou discretamente as reações dela. Não conseguia dizer se Eduarda estava feliz ou irritada; sua expressão não revelava absolutamente nada.

— O biso estava se recuperando num retiro, querido. Acabei de voltar, então ainda estou um pouco cansado.

Cícero também se aproximou para cumprimentá-lo:

— Vô, como está a sua saúde? Está se sentindo melhor?

Desde que Adilson mandara Cícero para o exterior, fazia bastante tempo que não via aquele neto por quem tinha tanto apreço.

A voz de Adilson soava um pouco fraca.

— Estou indo bem. Na minha idade, conseguir manter a saúde assim já é uma vitória. Mas sentem-se. Vamos conversar. Não fiquem todos em pé.

Foi então que ele olhou para Eduarda. Ela, naturalmente, também o observava.

Quando os olhares se encontraram, surgiu entre os dois uma sensação estranha. O de Eduarda carregava confusão; o de Adilson, depois de um instante de surpresa, tornou-se profundo e avaliador.

— Eduarda também veio. Que bom, que bom. Sente-se.

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