O administrador da casa assentiu prontamente:
— Perfeitamente, senhor. Vou providenciar isso com a equipe o quanto antes.
Sem ousar perder mais tempo, ele desceu as escadas imediatamente. Cícero, por sua vez, retornou ao escritório para se debruçar sobre os preparativos da assembleia do Grupo Machado.
A noite avançava, e as luzes da mansão já estavam todas acesas. Quando Arthur Machado saiu do seu pequeno quarto, percebeu de imediato que a atmosfera da casa estava diferente do habitual.
Antes mesmo de conseguir perguntar o que havia acontecido, a babá se aproximou, transbordando alegria:
— Arthur, a sua mamãe chegou! Quer ir lá dar um beijo nela?
Arthur ficou radiante, quase sem acreditar:
— O papai me disse hoje de manhã que a mamãe ia voltar, mas não achei que seria tão rápido! Onde ela está? Eu quero ir ver a mamãe!
A babá o guiou até a porta do quarto de hóspedes:
— A senhora está descansando. O Arthur quer entrar?
O menino levantou a mãozinho para bater, mas hesitou e recuou:
— Pensando bem, não vou incomodar a mamãe agora. Ela deve estar supercansada. Vou esperar lá embaixo até ela acordar!
A babá sorriu com ternura:
— O Arthur cresceu bastante. É um menino tão compreensivo, já sabe como cuidar da mamãe.
Ele abriu um sorriso doce:
— Meus professores me ensinaram muitas coisas. Eu já sei que não posso fazer nada que deixe a mamãe triste. Vamos, vamos descer.
Arthur e a babá desceram para a sala de estar, onde ele se sentou para montar seus brinquedos enquanto esperava ansiosamente que Eduarda aparecesse.
Um tempo depois, após coordenar as tarefas, o administrador da casa foi ao escritório para reportar as novidades a Cícero.
Eduarda e Cícero saíram do quarto e começaram a descer as escadas. O barulho dos passos imediatamente chamou a atenção de Arthur na sala de estar.
O menino largou o modelo de brinquedo e correu até o pé da escada. Ao avistar Eduarda, ele gritou radiante:
— Mamãe! Você voltou mesmo!
Impaciente, Arthur até tentou subir os degraus correndo, mas foi contido por Cícero:
— Arthur, espere a mamãe descer. Não tenha pressa.
Arthur parou e ficou esperando obedientemente ao pé da escada.
Eduarda olhou para aquela criança miúda, que a encarava com grandes olhos marejados. Dizer que o coração dela não se comoveu seria mentira; afinal, os laços de sangue são os mais profundos.
No entanto, ela também não poderia afirmar que sentiu uma empolgação arrebatadora. O instinto maternal de cuidar ainda estava lá, mas, após tanto tempo separados, era inegável que havia se formado um certo distanciamento.

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