Eduarda e Sabrina voltaram para a sala de descanso. Os maquiadores estavam preparando as modelos, e o outro designer francês da empresa já havia começado a organizar os vestidos de noiva.
O francês cumprimentou Sabrina e Eduarda antes de voltar imediatamente ao trabalho.
Sabrina olhou para Eduarda e disse:
— Vamos começar também. O tempo está apertado.
Eduarda assentiu e começou a ajudar os outros membros da equipe a arrumar os vestidos.
Normalmente, quando não havia muito tempo para testes prévios com as modelos, os estilistas precisavam fazer ajustes de última hora já com o vestido no corpo, para garantir a melhor apresentação possível. Como as peças raramente vestiam de forma perfeita logo de cara, a presença do próprio designer era indispensável.
Eduarda ficou ali ao lado, massageando as têmporas na tentativa de aliviar a dor de cabeça.
O encontro com Cícero e Weleska havia piorado bastante aquele incômodo, principalmente as provocações de Weleska. Aquilo trouxe de volta algumas lembranças da faculdade e a deixou ainda mais desconfortável.
Ela ainda se lembrava muito bem da verdadeira natureza de Weleska, que definitivamente não era uma boa pessoa, e não conseguia entender por que aquela mulher sentia tanta hostilidade em relação a ela.
Eduarda pensou que talvez fosse justamente por isso que Weleska tivesse se envolvido com Cícero, apenas para arruinar o seu casamento.
Soltando um suspiro sem motivo aparente, Eduarda estranhou a si mesma. Por que tinha suspirado? Ela não conseguia entender a razão, não conseguia encontrar uma explicação.
Balançou a cabeça, dizendo a si mesma que estava apenas pensando demais.
O ritmo caótico dominou os bastidores outra vez. Eduarda observou a modelo usando o longo vestido branco e, depois de fazer os últimos ajustes, guardou as agulhas.
Sabrina se aproximou, avaliou a produção e assentiu.
— Então você resolveu seguir uma linha mais conservadora desta vez? Um vestido de noiva branco, tradicional e elegante. Não deixa de ser uma boa escolha. Afinal, não tem como errar assim.
Eduarda apenas sorriu com tranquilidade, sem responder.
— Esse tipo de vestido nunca dá errado, não importa como seja feito. Então vamos mandar a modelo pro palco primeiro, e depois eu vejo o que fazer de acordo com a reação deles — explicou.
Sabrina bateu palmas e concordou:
Promover um evento daquele porte apenas para escolher o próprio vestido de noiva realmente era o tipo de coisa que só gente muito rica ou membros da nobreza fariam.
Eduarda soltou um suspiro silencioso, embora nem ela mesma entendesse exatamente por quê.
Mas não teve tempo para se perder em pensamentos. Logo a primeira modelo entrou no palco. Caminhou lentamente até a ponta da passarela, girou para mostrar o vestido e depois fez poses nos quatro lados para destacar os detalhes da peça, permitindo que o público na primeira fila apreciasse tudo de perto.
Depois de observar bem, a futura noiva balançou a cabeça lentamente. A modelo saiu, dando lugar à segunda participante, mas o resultado foi o mesmo: rejeitada.
Sentada mais atrás, Eduarda observava tudo e já tinha chegado a uma conclusão. Não era à toa que o evento era tão luxuoso; o nível de exigência era realmente altíssimo. Enquanto acompanhava o processo, tentava decifrar o gosto da futura noiva.
Depois vieram muitas outras modelos, uma após a outra.
Sabrina inclinou a cabeça e sussurrou para Eduarda:
— Pelo visto, a nossa noiva não é muito fã de vestidos tradicionais. Ela parece se interessar mais por propostas mais inovadoras.

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