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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 445

Weleska não conseguiu se conter e a atacou de imediato:

— Você está toda confiante assim por quê? Foi atrás do Cícero pelas minhas costas? O que existia entre vocês já acabou! Mete isso na cabeça e não tente nenhuma loucura!

Weleska sentia um medo doentio de que Eduarda e Cícero tivessem uma recaída. Afinal, eles foram casados e dividiram seis anos da vida.

Quanto mais pensava nisso, mais se arrependia. Se tivesse sido mais cuidadosa, teria controlado cada passo de Cícero. Nunca deveria ter permitido que ele fosse para o exterior sem saber exatamente onde estava e com quem andava. Agora, ela se sentia em desvantagem.

Eduarda ouviu aquele surto inteiro como se estivesse diante da piada mais absurda do ano.

— Weleska, dá para parar de inventar besteira? Eu não sou como você. Não tenho o menor interesse em me meter no relacionamento dos outros — respondeu ela, suspirando, já sem paciência. — E, além disso, por que eu voltaria a me envolver com o meu ex-marido? Eu não sinto absolutamente nada por ele.

Só de pensar em Cícero, Eduarda sentia um cansaço profundo.

Parecia que o azar a perseguia. Ultimamente, tudo o que surgia no seu caminho era gente capaz de lhe tirar a paz. Só de tocar naquele assunto, sua cabeça começou a latejar — e não apenas em sentido figurado. Era uma dor de cabeça real.

Eduarda já estava no limite. Não queria mais desperdiçar tempo nem energia discutindo absurdos com Weleska. Planejava simplesmente virar as costas, procurar Sabrina e ir embora dali o quanto antes.

Mas, ao erguer o olhar de repente, deu de cara com alguém que a observava fixamente, sem piscar.

Damiano, que chegara pouco depois, viu Cícero parado ali e se apressou em dizer, com todo o respeito:

— Sr. Machado, me desculpe o atraso. Acabei chegando depois do horário combinado.

Enquanto falava, percebeu as duas mulheres presentes e também ficou completamente chocado com a cena.

“Eu não sinto absolutamente nada por ele.”

Cada sílaba foi gravada em sua alma como ferro em brasa, e a dor que irradiou por seu corpo foi tão intensa que até as pontas de seus dedos começaram a tremer.

Cícero ergueu o rosto, forçou um sorriso amargo e, abafando a angústia que queimava em sua garganta, caminhou até parar diante de Eduarda.

Ele não desviou os olhos dela nem por um segundo, como se quisesse gravar cada detalhe do seu rosto. Só pareceu voltar um pouco à realidade quando Weleska se agarrou ao seu braço.

Quando se passa tanto tempo sofrendo pela ausência de alguém e, de repente, essa pessoa reaparece, é simplesmente impossível desviar o olhar.

Mas Eduarda apenas o fitou por um segundo breve e vazio — e, logo em seguida, desviou os olhos com total frieza.

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