Na manhã seguinte, Eduarda acordou bem cedo. Após se maquiar e se vestir adequadamente, desceu as escadas e encontrou Franklin preparando o café da manhã na cozinha.
Eduarda entrou de fininho, parou atrás de Franklin e esticou a cabeça para olhar. A frigideira à frente dele exibia ovos fritos dourados e suculentos, dando água na boca.
— Uau, o café da manhã que você faz deve ser uma delícia — Eduarda disse sorrindo para Franklin, sem poupar elogios. — A mulher que se casar com você no futuro será muito feliz.
Assim que falou, Eduarda sentiu um leve arrependimento. Ela não deveria ter dito aquela última frase. Contudo, ela não pensou muito; apenas achou que Franklin, de avental, ocupado na cozinha logo cedo, realmente parecia um marido atencioso, por isso soltou o comentário.
Porém, ela ignorou um detalhe: embora não houvesse nada explícito entre eles, havia sentimentos implícitos envolvidos.
Dizer algo assim não soava como uma indireta ansiosa? Eduarda se sentiu constrangida.
Franklin apenas virou o rosto para olhar Eduarda e percebeu o conflito em seus belos olhos. Sabendo que ela poderia estar envergonhada, ele não disse nada a respeito.
— Sente-se à mesa e espere um pouco, já está quase pronto — disse ele, sorrindo.
Eduarda abriu um sorriso aliviado, virou-se e deixou o clima ligeiramente tenso da cozinha, sentando-se à mesa para observar Franklin continuar seus afazeres.
Em menos de dez minutos, tudo estava pronto. Franklin colocou o último prato de salada diante de Eduarda.
— Prove e veja como está o sabor — disse Franklin, entregando-lhe os talheres e observando-a provar a refeição.
Eduarda deu algumas mordidas. O sabor estava perfeito, exatamente como ela gostava.
— Está delicioso. Seus dotes culinários são impecáveis — elogiou ela com um sorriso satisfeito, olhando para Franklin.
Ver a alegria dela proporcionada por um simples café da manhã fez o coração de Franklin se aquecer como se estivesse transbordando.
Ele baixou o olhar para a própria comida, pensando que, se até uma coisa tão pequena o deixava tão feliz, ele estava mesmo perdido de amores.
Quanto mais tempo passava com Eduarda, mais claros ficavam os seus próprios sentimentos.
Ele realmente havia entregado seu coração a ela, um coração que atravessou o oceano por ela e agora não tinha mais volta.
Franklin levantou os olhos novamente, observou a expressão satisfeita da mulher à sua frente e deu uma risadinha baixa.
Depois, perguntou:
— Quer que eu te leve daqui a pouco? Acho que temos tempo.
Franklin analisou racionalmente e expôs suas suspeitas a Eduarda.
Eduarda concordou:
— Eu também pensei nisso, mas decidi ir apenas para dar uma olhada. O estúdio tem outras opções de parceria. Se não der certo, partimos para a próxima. Para mim tanto faz.
Franklin apoiou a decisão dela:
— Se você pensa assim, tudo bem. Oportunidades não faltam e, como você é a Ember, muitas portas se abrirão. Se nada agradar, podemos voltar ao Brasil.
Eduarda assentiu profundamente:
— Sim, eu poderia falar com o Rafael, da Aurora Tech. Mas não quero trabalhar com pessoas do passado. Aqui é muito bonito e viver e trabalhar aqui pode ser uma boa experiência.
Desde que acordou, ela estava se recuperando naquele país. O ritmo de vida ali era bem diferente do Brasil. Talvez pela menor densidade populacional, as pessoas viviam de forma mais relaxada. Além disso, a paisagem era linda e a cidade era cheia de árvores, o que era excelente para a sua recuperação.
Ao ouvir que ela queria viver ali, Franklin sentiu uma vontade repentina de perguntar se ela gostaria de ficar ali mesmo, garantindo que ele estaria sempre ao seu lado.

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