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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 372

A empregada sentiu uma angústia enorme, mas não ousou dizer nada.

O administrador da casa desculpou-se repetidas vezes:

— Tem razão, Sra. Castilho. Não precisa se irritar com ela. Vou pedir para trazerem um prato novo para a senhora, só um momento.

O administrador da casa rapidamente levou a jovem empregada dali, avisando-a para não bater de frente com Weleska enquanto ela estivesse de cabeça quente, pois as consequências não seriam boas.

Aos prantos, a empregada correu para a sala de descanso.

Arthur tinha acabado de descer as escadas e ouviu o tom cruel com que Weleska repreendia os outros, o que o assustou.

Caminhando nas pontas dos pés, Arthur se aproximou de Weleska e perguntou, cauteloso:

— Tia Weleska, você está brava? Não fique brava, tá bom? Quando você fica brava, não fica tão bonita.

A expressão raivosa de Weleska era muito diferente de sua aparência habitual; ela parecia um tanto assustadora, e Arthur sentiu receio de se aproximar.

Ao ouvir a voz do menino, Weleska olhou para ele. Ver aquele rostinho e os olhos grandes e bonitos, tão parecidos com os de Eduarda, só aumentou a raiva que fervia dentro dela.

Se não fosse por um resto de sanidade, ela teria gritado com Arthur também! Tudo por causa daquela sombra maldita da Eduarda, que a tinha feito passar por tanta vergonha!

Sem qualquer paciência para lidar com a criança, ela simplesmente o ignorou, virou as costas e subiu as escadas em direção à suíte principal.

O pequeno rosto de Arthur estampava dúvida e confusão; ele não entendia a atitude de Weleska.

A babá apressou-se em consolá-lo:

— Arthur, vamos tomar o café da manhã. Não pense muito nisso.

Aborrecido, Arthur caminhava em direção à mesa quando viu alguém entrar pela porta.

— Papai, você voltou! — Arthur correu até as pernas de Cícero. — Papai, por que você voltou do exterior sozinho e não me esperou?

Até aquele momento, Arthur não sabia o que havia acontecido. Só sabia que o pai e a tia Weleska não tinham se casado, que o pai fora embora sozinho e que a tia Weleska estava extremamente brava.

Cícero não pretendia contar a Arthur sobre a situação de Eduarda. O menino era muito novo e não suportaria tal choque.

Abaixando-se, Cícero olhou para aquele rostinho que era uma cópia fiel de Eduarda e deu um sorriso raramente meigo. Era como se, através de Arthur, ele pudesse ver Eduarda ao seu lado.

— Não foi nada, Arthur, não se preocupe. — Cícero bagunçou suavemente os cabelos macios do filho.

Arthur ficou um pouco tímido com aquela demonstração de carinho do pai.

— Tá bom. Papai, você quer tomar café da manhã? Eu queria que você comesse comigo. — Arthur perguntou de forma hesitante, sem saber se Cícero aceitaria.

Depois que a desconfiança surgiu, ficou impossível ignorá-la.

Cícero pediu para a babá ajudar Arthur a arrumar a mala e as roupas. Ele, por sua vez, foi até a porta da suíte principal, bateu e entrou. Weleska estava sentada, remoendo a própria raiva.

Ao ver Cícero entrar, ela ainda estava magoada, mas não ousava demonstrar sua fúria abertamente.

Assim, ela permaneceu sentada no sofá, esperando que ele se aproximasse para consolá-la. No entanto, Cícero parou perto da porta logo após fechá-la e não fez menção de avançar para dentro do quarto.

Havia uma distância inexplicável entre os dois.

Reprimindo a insatisfação, Weleska tomou a iniciativa de falar:

— Cícero, me dê um bom motivo! Por que você sumiu do nosso casamento? Por que me fez passar por tamanha vergonha? Você tem ideia de como as pessoas estão olhando para mim? Todos acham que fui abandonada no altar. É isso mesmo que você pensa de mim?

Após o desabafo, Weleska observou a reação de Cícero. Ele estava assustadoramente calmo.

Cícero caminhou lentamente na direção dela. Porém, em vez de ouvir as palavras reconfortantes com as quais estava acostumada, Weleska sentiu apenas uma pressão sufocante e silenciosa no ar.

Cícero a encarava, seu olhar afiado como o de um falcão, e questionou em um tom sombrio:

— Weleska... foi você quem atendeu o meu telefone, não foi?

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