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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 364

— Sr. Nogueira, a ambulância chegará a qualquer segundo, por favor, não mova o corpo da Sra. Barbosa para evitar causar danos secundários desnecessários.

O policial o avisou na ocasião.

Por isso, Franklin apenas tentou aquecer as mãos geladas de Eduarda com as suas, e ao sentir uma pulsação fraca no pulso dela, sentiu um alívio minúsculo, sabendo que ainda havia esperança e que a tragédia absoluta ainda não estava concretizada.

A ambulância chegou rapidamente, e Franklin ajudou os paramédicos a colocarem Eduarda na maca e transportá-la para o veículo.

A ambulância partiu em alta velocidade, com o som agudo das sirenes ecoando pelas montanhas florestadas em um piscar de olhos.

O que se seguiu foi uma espera interminável em frente à sala de emergência e, em seguida, a vigília dolorosa diante da UTI, sem saber quando terminaria e qual seria o veredicto final.

Durante essa agonia prolongada, os policiais chegaram ao hospital e descreveram a Franklin todos os detalhes analisados na cena do acidente.

— Após o acidente da Sra. Barbosa, o sistema do carro tentou ligar para o contato de emergência dela, que foi atendida e durou vários minutos antes de ser desligada pela outra pessoa, e logo em seguida nossa patrulha passou pelo local e encontrou o acidente, mas em nenhum momento notamos qualquer sinal de que o contato de emergência tenha tentado socorrer a Sra. Barbosa.

Franklin já suspeitava da resposta, mas ainda assim perguntou.

— Quem é o contato de emergência dela?

O policial conferiu a tela do aparelho celular e respondeu.

— É o marido da Sra. Barbosa, Cícero.

Trazido de volta ao presente diante do questionamento de Cícero, Franklin deu uma risada fria e soltou com um desdém enojado.

— Cícero, eu não imaginava que você fosse um psicopata tão cruel a ponto de ignorar um pedido de socorro da Eduarda e deixá-la para morrer, mesmo que não a amasse, e confesso que você me surpreendeu de uma forma nojenta!

As palavras de Franklin fizeram Cícero levantar a cabeça abruptamente, com o mesmo tom de pura incredulidade.

— Franklin, que merda é essa que você está dizendo?

Franklin deu passos lentos e ameaçadores em sua direção, transbordando uma hostilidade explícita no olhar.

— Você acha que estou falando merda? A polícia me contou que quando a Eduarda estava isolada e à beira da morte, ela ligou para você e você atendeu a ligação, mas não moveu um único dedo para salvá-la! Se você acha que estou mentindo, vá perguntar se as evidências nas mãos dos investigadores também são uma merda de mentira!

As acusações de Franklin soaram aos ouvidos de Cícero como lâminas de gelo impiedosas.

— Que horas exatamente ela me ligou?

Franklin não estava com a menor paciência para responder aos interrogatórios de Cícero.

— Guarde essas suas perguntas idiotas para a polícia! Eu não tenho a menor obrigação de dar satisfações a você!

Depois de disparar essas palavras, Franklin virou as costas e voltou a observar o interior da UTI, com os olhos pesados de preocupação e afeto ferido.

Ele desejava poder estar no lugar de Eduarda e sofrer tudo aquilo no lugar dela, pois a dor que a castigava parecia destruir o seu próprio corpo da mesma forma.

De forma abrupta, os monitores cardíacos que até então estavam estáveis começaram a apitar freneticamente na UTI, e os médicos e enfermeiras cercaram o corpo de Eduarda em pânico.

Uma jovem enfermeira correu até a janela e puxou as cortinas de forma brusca, bloqueando completamente a visão do mundo exterior.

Franklin e Cícero entraram em estado de choque com a reviravolta repentina, correndo para a porta e gritando em uníssono.

— O que aconteceu com ela?

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