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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 282

Diante dessa situação, seria melhor passar alguns dias no exterior; talvez as coisas melhorassem.

Talvez mudando de ares, ao voltar, sua mente estivesse mais clara e ele não cometesse atos como o de hoje.

Coisas que, normalmente, ele consideraria infantis e estúpidas.

Ao ver a chamada de Eduarda, ele desligou o telefone instintivamente.

Chegou a inventar que estava em uma reunião apenas para não ouvir a voz dela, possivelmente cheia de questionamentos.

Cícero olhou para a vista noturna brilhante fora da janela e, de repente, riu.

O que ele estava fazendo?

Desde quando ele começara a fugir dos problemas?

Desde quando ele passara a não querer ouvir a voz, agora áspera, de Eduarda?

Cícero fechou os olhos, exausto.

Passado algum tempo, a voz de Damiano soou:

— Sr. Machado, chegamos à mansão.

Cícero abriu os olhos e contemplou o familiar Parque Tropical.

Ele murmurou uma confirmação, saiu do carro e caminhou em direção à casa.

O administrador da casa aguardava na porta e recebeu o paletó de Cícero.

Ele calçou os chinelos e entrou.

Weleska o viu, largou o celular e aproximou-se sorrindo:

— Cícero, voltou tarde hoje, não é? Gildo e Arthur já foram dormir.

Cícero olhou para o andar de cima e depois para Weleska:

— Tive que resolver algum trabalho. Por que ainda não foi dormir?

— Estava esperando por você, claro. Fiz algo para comer. Quer um lanche noturno? Posso pedir para aquecerem.

Disse Weleska.

Cícero dirigiu-se à cozinha e olhou para os pratos vermelhos e apimentados sobre a mesa.

O pouco apetite que tinha desapareceu instantaneamente.

Mas, não querendo magoar Weleska, disse:

— Não precisa. Não estou com muita fome, não vou comer.

Weleska não insistiu:

— Tudo bem, então vá tomar um banho.

Cícero acariciou os longos cabelos negros dela e subiu as escadas.

Na metade da escada, ele teve uma visão direta da cozinha.

Entrou no banheiro do quarto de hóspedes e, quando a água caiu sobre sua cabeça, percebeu que havia se distraído pensando em Eduarda e em como ela o tratava quando morava na mansão.

A cena que lhe veio à mente naquele instante fora tão real que ele nem percebera seu devaneio.

Por que lembrara de Eduarda de repente?

Parecia que ninguém poderia lhe dar essa resposta.

Cícero fechou os olhos sob a névoa do banho, tentando encontrar alguma resposta em sua mente.

No entanto, foi em vão.

Após o banho, em vez de ir para a cama dormir, ele caminhou inesperadamente até o escritório.

Ao sentar-se na cadeira, seu olhar caiu involuntariamente sobre a pasta preta na estante.

Como se guiado por uma força invisível, Cícero pegou a pasta e a abriu.

As palavras "Acordo de Divórcio", em negrito, estenderam-se novamente diante de seus olhos.

O documento detalhava as cláusulas do divórcio entre a Parte A, Eduarda, e a Parte B, Cícero. Não havia controvérsias reais em nenhuma das cláusulas.

Com um olhar melancólico, Cícero folheou as páginas até a última.

No local da Parte A, a assinatura de Eduarda estava nítida e elegante.

Mas o espaço da Parte B ainda estava vazio; ele ainda não havia assinado seu nome.

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