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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 279

Muito tempo depois, quando ambos já haviam se acalmado, Franklin olhou na direção da cozinha e disse:

— Eduarda, posso usar sua cozinha? Comprei muitos ingredientes. Posso cozinhar algo para você?

Franklin achou que Eduarda já devia estar com fome, e já era hora do almoço.

Eduarda ficou atônita por alguns segundos e respondeu:

— Melhor eu fazer. Você é visita, como posso deixar você cozinhar?

Eduarda ia se levantar, mas Franklin a impediu, segurando seus ombros e fazendo-a sentar-se suavemente no sofá.

Franklin disse:

— Você precisa descansar. Deixe comigo.

Ele insistiu tanto que ela não teve como recusar. Restou-lhe observar Franklin entrar na cozinha.

Ele arregaçou as mangas, amarrou o avental com habilidade e começou a tirar os ingredientes da geladeira com agilidade.

Franklin tinha uma silhueta esguia. Ali na cozinha, ele parecia surpreendentemente à vontade — e elegante.

Não demorou muito para que um aroma quente e reconfortante emanasse da cozinha, e o cheiro deixou o apartamento com cara de casa.

Eduarda levantou-se, caminhou até o balcão da cozinha e sentou-se em uma das banquetas, observando Franklin preparar a comida.

O temperamento de Franklin era culto e refinado. Na mente dela, ele combinava mais com livros e caligrafia, mas surpreendentemente, na cozinha, ele tinha um jeito calmo que deixava tudo mais leve.

Ele parecia um marido extremamente dedicado, preparando uma refeição simples e carinhosa para a família.

Eduarda pensou que, quando Franklin formasse sua própria família, certamente seria um marido atencioso, cuidando da esposa com todo o zelo.

Os pensamentos de Eduarda voaram longe, mergulhando em uma reflexão profunda.

Franklin foi rápido. Logo a comida estava pronta e servida sobre o longo balcão. Eles se sentaram, um de cada lado.

Surgiu uma sensação de aconchego entre os dois.

Franklin serviu uma sopa para Eduarda e colocou a tigela delicadamente na frente dela.

— Prove. Não sei se vai gostar do meu tempero. — Disse Franklin.

Eduarda pegou a colher, provou e disse:

— Está ótimo, muito saboroso. Obrigada.

Ela achou melhor deixar as coisas claras. Não queria frustrar as expectativas de ninguém.

Em vez de magoar Franklin no futuro, era melhor cortar as esperanças dele logo no início.

Ela não queria ficar em dívida com mais ninguém.

Franklin ouviu, e seu corpo enrijeceu. Ele soltou os talheres.

Com uma expressão muito séria, disse:

— Eduarda, não concordo com você. Você merece ter o direito de ser amada. Isso não deveria ser tirado de você pelo Cícero. Ele é quem não merece sua dedicação, não você.

Franklin não queria que Eduarda perdesse a autoconfiança daquela forma.

— Você apenas amou a pessoa errada. Você ainda merece um amor melhor. Não decrete o seu fim tão cedo, está bem?

Ao ouvir as palavras de Franklin, Eduarda não ficou indiferente; pelo contrário, aquilo tocou seu coração.

Ela realmente havia superado Cícero e queria deixar para trás todo aquele passado absurdo e doloroso.

O tempo é um bom remédio e deveria curar as feridas de seu coração aos poucos.

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