Eduarda piscou, olhando para o homem à sua frente, tentando entender o que estava acontecendo.
Rafael... como ele tinha vindo parar aqui?
— Sr. Duarte, por que o senhor veio à minha casa? — Perguntou Eduarda, curiosa com a intenção de Rafael.
Rafael encostou-se no batente da porta com um sorriso radiante e disse:
— Não vai me convidar para entrar? Vamos conversar na porta mesmo?
Só então Eduarda reagiu e deu passagem para Rafael.
Ela se virou de lado, deixando Rafael trocar os sapatos no hall de entrada, e os dois entraram juntos no apartamento.
— Sr. Duarte, por favor, pode entrar.
Eduarda estava um pouco reservada, indicando o caminho.
Rafael caminhou para dentro e olhou ao redor da casa.
A primeira impressão foi de limpeza e organização, janelas brilhantes e ambiente imaculado.
O apartamento inteiro era uma construção moderna de piso único, com um layout muito fluido e uma área grande. Poderia parecer vazio, mas foi decorado por Eduarda de uma maneira minimalista e aconchegante.
Percebia-se logo que era uma casa tratada com carinho pela dona.
Parecia que até o ar carregava um cheiro de calor humano.
O humor de Rafael melhorou instantaneamente.
Eduarda convidou Rafael para a sala de estar e foi até o bar para servir um copo de água filtrada.
— Sr. Duarte, não tenho outra coisa para beber em casa, espero que não se importe.
Eduarda segurava o copo de vidro transparente e o entregou a Rafael.
Rafael pegou a água, bebeu um gole e balançou a cabeça:
— Tá ótimo. Obrigado.
— Sr. Duarte, o motivo da sua vinda é?
Eduarda perguntou.
Rafael ainda não tinha dito a que veio.
Rafael virou levemente a cabeça, olhou para ela e disse:
— Ah, eu fui ao departamento de design te procurar e sua equipe disse que você tirou licença. Dado que vamos viajar juntos para o exterior depois de amanhã, vim ver como você está.
— O que você tem? Não está se sentindo bem?
Eduarda assentiu levemente:
— Um pouco, mas estou bem. Não deve atrapalhar o itinerário de depois de amanhã.
Rafael observou cuidadosamente o rosto dela; de fato, havia uma certa palidez.
— Então descanse bem. Você precisa estar bem e descansada. O voo de depois de amanhã será longo e cansativo.
Eduarda concordou plenamente com o que Rafael disse, mas...
— Sr. Duarte, o senhor vai comigo?
Eduarda perguntou.
No itinerário original, Rafael não estava incluído.
Rafael respondeu:
Qual era a intenção de Rafael, afinal?
Enquanto Eduarda estava confusa, a campainha tocou novamente.
— Sr. Duarte, vou abrir a porta primeiro.
Eduarda avisou Rafael e foi atender.
Ao abrir a porta, a figura sorridente de Franklin apareceu diante de seus olhos.
— Eduarda, vi que as frutas da estação estavam boas, comprei um pouco a mais, espero que goste.
Franklin segurava duas sacolas, uma em cada mão, enquanto falava com Eduarda.
A cena parecia até de casal.
Eduarda abriu espaço para a cena afetuosa e pegou as sacolas das mãos dele.
Franklin sentou-se no banco do hall de entrada para trocar os sapatos.
No entanto, quando Franklin levantou os olhos e viu a pessoa atrás de Eduarda, sua expressão mudou subitamente.
Rafael olhou para Franklin, seus olhos percorreram o ambiente e ele disse:
— Você é o Franklin, da família Nogueira, amigo do Cícero, certo?
O olhar de Franklin esfriou alguns graus:
— Sr. Duarte. Nós nos vimos algumas vezes. Você e o Cícero também são amigos, não é?
Rafael deu de ombros, sem confirmar nem negar.
Eduarda já sabia que eles se conheciam, então nem se deu ao trabalho de fazer apresentações.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes