Por estar ao lado de Helena há tanto tempo, ele conhecia perfeitamente a personalidade dela.
— Então entra lá e tenta consolá-la. Ela já está lá há um dia inteiro, sem comer nem beber nada. — sugeriu Isaque Domingos para Iran Alves.
Iran Alves assentiu e entrou no quarto.
— Chefe, meus pêsames. — disse Iran, com o coração igualmente dolorido.
— Fui eu que causei a morte dele... fui eu, fui eu... Se eu tivesse mandado ele ir embora naquela hora... talvez ele não estivesse morto...
— Chefe, não podemos trazer os mortos de volta. Você precisa ser forte!
Helena mantinha a mão de Daniel pressionada contra o próprio rosto, numa tentativa desesperada de aquecê-lo.
— E sobre a Bianca? Têm alguma notícia? — perguntou Helena.
Ela se recusava a acreditar que Bianca estava morta. Tinha que encontrá-la de qualquer jeito. Se fosse preciso, encontraria o corpo!
— Encontramos... Sirius criava mastins tibetanos. Na área dos canis, achamos ossos humanos, especificamente das pernas. Mandamos para análise de DNA e... confirmou-se que pertencem à Bianca.
Ploc...
As lágrimas de Helena voltaram a cair sem freio.
Bianca... estava realmente morta!
E ela morreu de forma tão trágica!
Helena começou a chorar e rir ao mesmo tempo.
— Por que ela foi tão boba? Aquela idiota... só para não me trair, preferiu suportar toda aquela tortura e acabar sem sequer um corpo para ser enterrado.
— E o que importava se ela tivesse aceitado as condições deles?! Por que ela não fingiu aceitar?! Por que ela foi tão burra?! Bianca! — gritou Helena, rasgando o próprio coração de dor.
Ela havia perdido Daniel e também sua grande amiga Bianca.
Foi um golpe pesado demais para ela suportar.
-
Pouco tempo depois, Helena e sua equipe retornaram ao país.
Quando Helena chegou ao Condomínio Alto do Horizonte, encontrou Eduardo Gomes e Ezequiel parados com suas famílias na porta da mansão.

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