Se o hospital não tivesse ligado para ele, ele sequer teria vindo.
Agora, Daniel era o único parente que restava a Adriana.
Pensar na vida que ela levara era algo patético.
Ela planejou esquemas contra todo mundo. Causou a morte da mãe de Iolanda Peregrino, planejou contra o próprio filho biológico, e contra a própria Iolanda Peregrino.
No final, ela mesma havia caído na própria teia de manipulações.
— Recupere-se bem. Eu não virei mais te visitar. Pode agir como se eu não fosse seu filho, afinal, você nunca se importou mesmo. — Daniel disse friamente, antes de se virar para ir embora.
Adriana levantou a mão, querendo dizer algo, mas Daniel já tinha saído.
O choro e a tristeza tomaram conta dela novamente.
Agora, ela estava completamente sozinha no mundo!
E que direito ela tinha agora de exigir que Daniel ficasse ao seu lado?
— Meu Deus! Por que não me levou também? Que sentido tem viver sozinha?! Uuuuh!
No final, Adriana nem sabia a quem culpar.
Como ela continuaria vivendo o resto de seus dias?
——
Condomínio Alto do Horizonte.
Helena voltou especialmente naquele dia para jantar com a família.
— Helena, o que você tem feito ultimamente? Faz um bom tempo que não te vemos em casa. — Amanda Gomes perguntou.
— Nada demais, mãe. Basicamente, coisas da empresa! — Helena inventou uma desculpa qualquer.
Rafael Gomes soltou um suspiro.
— Nós ficamos sabendo das reviravoltas da família Silveira. Isso tem sido o assunto de toda a cidade ultimamente. Você e o Daniel estão bem?
— Fique tranquilo, pai. Está tudo bem.
Logo depois, seu irmão mais velho Cristiano e Clara também demonstraram preocupação. Helena respondeu a todos com um sorriso.
— Mãe, amanhã vou fazer uma viagem para o exterior. Não sei ao certo quando vou voltar. — Helena disse.
Amanda ficou surpresa.

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