Ao que parecia, nada era mais importante do que a própria saúde.
Ele redigiu o testamento, transferindo todas as ações que possuía no Grupo Silveira diretamente para o nome de Benjamim Silveira.
Com essas ações, Benjamim se tornaria o controlador absoluto do Grupo.
— As minhas outras empresas...
— Não me importo com as outras. Meu único alvo é o Grupo Silveira. Ele pertence à família Mascarenhas! — cortou Benjamim.
Após descansar mais dois dias no hospital, Xavier finalmente conseguiu ficar de pé com o auxílio de uma bengala.
A primeira coisa que fez foi voltar para a mansão da família Silveira.
Serena Mascarenhas Silveira tomou um susto terrível ao vê-lo entrar pela porta.
Ela jurava que ele ficaria paralisado para sempre. Como ele estava em pé?!
E bem ali, inteiro, na frente dela!
— Benjamim, o que significa isso?! — perguntou Serena.
— Fui eu que o fiz voltar a andar. — respondeu ele friamente.
Serena baixou o tom de voz, desesperada.
— Como... como você faz isso sem me consultar?! Você agiu pelas minhas costas, você...
— Já chega! Cale a boca! — Benjamim rebateu, impaciente.
Xavier assistiu à cena com o sangue fervendo. Ele caminhou a passos duros até Serena e acertou um tapa brutal no rosto dela.
— E então?! Você estava torcendo para eu morrer logo, não é?!
— Xavier, não foi isso que eu quis dizer! Eu estou feliz por te ver bem.
— Feliz o caramba! Você está é arrependida! Arrependida de não ter me matado antes!

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