— Socorro! Alguém ajude! Salvem ele! Um médico! Chamem um médico! — gritava Helena, em desespero.
Mas ninguém ao redor se moveu. Sem a ordem de Serena Mascarenhas Silveira, ninguém moveria um músculo.
Se Helena não estivesse sob o efeito daquela droga e as condições permitissem, talvez ela pudesse tê-lo arrancado das garras da morte.
Mas agora, ela não podia fazer nada, presa ao próprio corpo imobilizado.
O sangue tingiu suas mãos e manchou completamente o vestido de noiva que ela usava.
— Não... não grite mais. Eu sei... sei que não me resta muito tempo... Eu só... só quero te falar umas coisas.
— Só... algumas palavras...
Helena, que nunca chorava, sentiu os olhos marejarem naquele instante.
— Não fale nada...
— Não! Eu preciso falar, tenho medo... de não ter outra chance...
— Helena, eu queria te dizer... a verdade é que... eu sempre fui apaixonado por você...
— Eu fui um mulherengo a vida inteira. Sei que fui um playboy fútil, mas por você... meu amor por você sempre foi profundo e verdadeiro.
— Eu só me aproximei da família Silveira... para poder... poder te ver mais, para ficar um pouco mais perto de você...
Uma onda de tristeza invadiu o coração de Helena.
— Não fale mais nada, por favor!
— Se... se eu morrer... você vai se lembrar de mim?
— Meu nome é... Marcos. O Marcos que... sempre seria seu.
As mãos de Helena tremiam, e sua voz embargava enquanto ela respondia:
— Eu vou me lembrar. Eu nunca vou me esquecer de você, Marcos!
Diante daquela cena, Serena Mascarenhas Silveira bufou com frieza.
— Está vendo, Lucimar? Esse homem nunca gostou de você. Ele só te usou! Mesmo à beira da morte, ele não te ama! Não existe um único homem bom neste mundo!
Lucimar Silveira finalmente saiu do transe.
Ignorando completamente as palavras de Serena, ela correu até Marcos.
— Marcos, como você pôde fazer isso comigo? — perguntou ela, com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas.
— Me desculpe... — respondeu Marcos, com a voz fraca e ofegante.
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