— Me solte, senão nós dois morremos juntos! — disse Helena para Sirius.
Sirius fez um sinal para que seus homens não os seguissem.
E ela, mantendo Sirius como refém, entrou em um carro.
O veículo deixou a vinícola.
No carro, Sirius disse a Helena:
— Helena Sapherieri, você está gravemente ferida. Suas feridas estão sangrando muito agora. Se ainda quiser viver, pare o carro, me solte e estanque esse sangue. Caso contrário, se demorar mais, só lhe restará a morte!
— Não é da sua conta! — respondeu Helena.
De repente, a visão de Helena embaçou. Ela sentiu uma fraqueza profunda.
Ela realmente havia perdido muito sangue, e suas costas ainda sangravam.
Principalmente por causa das duas facadas desferidas por Iracema Soares, que eram os ferimentos mais profundos.
Felizmente, Iracema era uma amadora e, ao tentar apunhalá-la no peito, errou o coração.
Se tivesse atingido o coração, com a quantidade de sangue que já havia perdido, ela já estaria morta.
Sirius pareceu perceber que Helena estava perdendo as forças e, aproveitando-se do seu cansaço, atacou-a de repente.
Helena se assustou!
Sirius já havia se libertado do seu controle!
Eles trocaram alguns golpes dentro do carro.
Sirius sabia que Helena jamais o deixaria ir. Assim que chegassem a um lugar seguro, ela faria de tudo para matá-lo.
Por isso, ele precisava encontrar a oportunidade certa para escapar antes.
E o momento em que Helena fraquejou foi a sua grande chance.
Apesar de ferida, Helena ainda conseguiu chutá-lo para fora do carro.
Sirius rolou duas vezes no chão e tentou subir de volta no veículo.
Helena chutou o motorista para fora também e assumiu o volante sozinha.
Uma picape arrancou, desaparecendo na estrada.
Sirius só conseguiu ver a nuvem de poeira amarela que ficou para trás.
Ele limpou o canto da boca.
— Maldição! Ela escapou de novo!

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