Exausta, Helena já acumulava vários cortes pelo corpo, mas continuava apertando a adaga com firmeza.
Aquela era sua única arma. Se a perdesse, era o fim.
Pá!
Um dos lutadores acertou um chute em cheio, jogando Helena no chão.
O impacto fez todo o seu corpo doer. Ela hesitou por um segundo, mas forçou os músculos a reagirem e se levantou rapidamente.
Avançou contra eles com a adaga em mãos, derrubando um por um.
Pouco tempo depois, o chão estava coberto de corpos espalhados em todas as direções.
Alguns ainda agonizavam respirando por aparelhos invisíveis de dor, outros já estavam mortos.
E Helena estava no seu limite, coberta de ferimentos e sem ar.
— Passei no seu teste? Me deixe ver a Iracema agora, senão eu mato você! — Helena rosnou, com a voz cortante.
Ela estava de pé, ofegante. Uma mecha de cabelo balançava com o vento diante do seu rosto. Ela parecia uma verdadeira deusa da guerra.
— Muito bem, digna do seu nome. Faz pouco tempo que não nos vemos e sua força aumentou de novo. A Iracema está lá dentro, pode ir vê-la! — Sirius aplaudiu lentamente.
Helena sabia que não sairia daquele lugar hoje. Sirius não a deixaria escapar.
Além disso, depois de lutar contra dezenas de especialistas e estar gravemente ferida, suas forças já haviam se esgotado.
Seu plano era simples: trocar a sua vida pela de Iracema.
Mesmo que ela morresse ali, Iracema precisava viver.
Ao entrar na sala, Helena viu Iracema amarrada a uma cadeira, com uma mordaça na boca.
— Iracema!
Desesperada, Helena correu até ela e usou a adaga para cortar as cordas grossas que a prendiam.
Assim que foi solta, Iracema se jogou nos braços de Helena.
— Iracema, me desculpa, cheguei tarde. Mas fica tranquila, hoje, não importa o que aconteça, eu vou te tirar daqui sã e sal...

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