A estratégia de Tereza era acalmá-lo para ganhar tempo.
— Não, Tereza. Acho que agora é o momento perfeito. Eu vim esta noite justamente para resolver isso. Que tal se ficarmos juntos agora mesmo? Eu sei que o seu pai não gosta de mim no momento. Mas se consumarmos o fato e você for minha, ele será obrigado a aceitar!
Sem esperar resposta, Hector avançou para beijá-la, rasgando suas roupas com a outra mão.
— Hector, me solta! Me solta! — gritou Tereza, lutando contra o peso dele.
— Cala a boca! Se você gritar e atrair alguém, eu juro que mato nós dois aqui mesmo! Se a minha vida acabou, a sua também vai acabar.
Enquanto fazia a ameaça, ele continuava puxando as roupas dela e tentando afastar suas pernas.
A raiva e o pânico tomavam conta de Tereza. Mas, em um momento de distração dele, sua mão tateou sorrateiramente a lateral da cama e puxou uma cordinha escondida.
Era o alarme de emergência.
Logo que Iran Alves fora designado para protegê-la, ele inspecionou o quarto.
Iran argumentou que, para garantir a segurança dela, era necessário instalar um sistema de pânico discreto ao lado da cama.
Ele mesmo fez a instalação. Bastava ela puxar a corda, e ele seria notificado imediatamente.
Na época, Tereza chegou a zombar dele. Disse que ele estava sendo paranoico e não tinha mais o que fazer.
Afinal, que tipo de perigo ela correria dentro da própria casa?
Ela até brincou, dizendo que aquilo não era um alarme, mas sim um dispositivo para espioná-la.
Iran não discutiu.
Quem diria que aquela paranoia salvaria sua vida.
No andar de baixo.
Iran Alves estava deitado em sua cama.
De repente, um som agudo de sirene ecoou do seu celular.
Ele pegou o aparelho no mesmo instante, levantou-se em um salto e saiu correndo pelo corredor.
O alarme do quarto de Tereza estava conectado diretamente ao seu telefone, garantindo que ele sempre ouvisse.
— Me solta! Seu desgraçado! Me solta!
— Desista, Tereza! Quando a gente terminar aqui e você engravidar do meu filho, seu pai vai ter que engolir o orgulho e me aceitar!

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