Helena jamais imaginaria que Elaine Lima e Iolanda Peregrino pudessem ter algum tipo de conexão.
Em teoria, as duas viviam em mundos completamente diferentes.
— Certo. Já entendi.
Se Iolanda estava envolvida, bastava seguir o rastro para descobrir a verdade.
Fazia tanto tempo que não ouvia falar de Iolanda que Helena quase a tinha esquecido.
No horário de almoço, Daniel Silveira foi buscar Helena para irem a um restaurante.
Durante a refeição, Helena aproveitou para tocar no assunto.
— Você sabe o que a Iolanda Peregrino tem feito ultimamente?
— Por que o interesse repentino nela? — Daniel franziu o cenho, surpreso.
— Não é interesse. É só curiosidade. Tem algo acontecendo que talvez envolva o nome dela. Só queria saber. Se você não souber, eu peço para alguém investigar.
— Eu realmente não faço ideia. Sinto um profundo desprezo por essa mulher, não me importo com o que ela faz. Tudo o que sei é que, depois que o Grupo Silveira passou para o controle de Dagoberto Silveira, o clima ficou insustentável para ela na empresa e ela pediu as contas bem cedo. Onde ela está agora? Não sei. Helena, aconteceu alguma coisa? Precisa da minha ajuda?
Helena balançou a cabeça.
— Não precisa. Vamos só focar no almoço.
Após o almoço, Daniel levou Helena a uma doceria ali perto.
Era o mesmo lugar de antes: a Confeitaria Brasa de Veludo.
— Bem-vindos! — saudou a atendente.
— Nós acabamos de comer. Por que viemos comprar doces? — perguntou Helena.
Daniel deu um sorriso misterioso.
— Hoje é diferente. Hoje, eu mesmo vou preparar um presente para você!
Eles entraram, e um funcionário se aproximou rápido.
— O que os senhores desejam?
Daniel tirou um cartão escuro do bolso e o exibiu.
— Quero usar a cozinha.
Ao ver o cartão, a expressão do funcionário mudou drasticamente. Sua postura tornou-se reverente.


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