Antonieta soltou mais um grito de dor lancinante.
Ela se encolheu no canto do quarto, tremendo feito vara verde.
Ela acreditava piamente que passaria o resto da vida nos braços de Hector, vivendo um conto de fadas.
Mas era tudo mentira. Uma mentira cruel!
— Vaza! Vadia nojenta. Pega suas coisas e some da minha casa agora. Eu não quero mais olhar pra sua cara!
Hector avançou, agarrou a garota que já estava com o rosto inchado e cheio de hematomas, e a arrastou pelo chão até jogá-la no corredor.
Antonieta foi expulsa de casa!
E ela não tinha nada.
Estava sem celular.
Vestia apenas um pijama fino.
Com os cabelos emaranhados, o rosto desfigurado pelos golpes e os pés descalços.
Ela se encolheu na calçada gelada, tremendo incontrolavelmente. Enterrou o rosto entre os joelhos, sem coragem de encarar os olhares de quem passava pela rua.
— Buááá! Por que isso tá acontecendo comigo?! O que eu fiz de tão errado?!
— Antonieta. — Uma voz familiar, carregada de dor, soou perto dela.
Antonieta levantou o rosto ensanguentado e viu seu pai parado ali.
— Pai... — ela choramingou, a voz fraca e rouca.
O mordomo Bruno Assunção tirou o próprio casaco e colocou sobre os ombros trêmulos da filha.
— Vem, Antonieta. Vem pra casa com o papai. O papai procurou você por toda parte.
— Pai, eu... eu ainda posso voltar pra casa? Buááá!
— Claro que pode! Você sempre será a filhinha do papai!
Com cuidado, o mordomo Bruno acomodou Antonieta no carro e seguiu direto para a mansão da família Freitas.
Assim que chegaram, Bruno ajudou Antonieta a sair do veículo.
Mas no exato instante em que pisaram no pátio, deram de cara com Tereza e Iran Alves, que também estavam chegando.
O encontro deixou todos em silêncio por um segundo.
— Senhorita. — Bruno curvou-se, respeitoso.


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