— Você tá falando da Antonieta? Como a Antonieta faria isso com ele? Eles não tavam morando juntos?
— Pois é! O Hector vivia se gabando de que ia ser o genro do Grupo Freitas. Até pegou dinheiro emprestado comigo. Como assim foi escorraçado?
O departamento de vendas estava em polvorosa. Ninguém conseguia acreditar.
— Será que a Antonieta cansou dele? Afinal, ela é uma garota rica, agora é presidente... O Hector é pouca areia pro caminhão dela!
— Faz sentido.
No meio das fofocas acaloradas, Edileuza Lopes apareceu.
— Qual é o assunto tão interessante aí? Ninguém trabalha mais neste lugar? — Edileuza fulminou a equipe com o olhar.
Um dos funcionários tomou coragem e disse: — Supervisora Lopes, a senhora não soube? Hector Domingos foi demitido e jogado pra fora do prédio!
— Isso é verdade? — Edileuza franziu a testa, surpresa.
Quando esteve na mansão da família Freitas, ela viu muito bem como Antonieta Malta mimava o Hector.
Por que ela viraria as costas para ele de repente?
— Chega de fofoca, voltem ao trabalho! — Edileuza decidiu que ela mesma iria investigar a história.
Mas assim que se virou, deu de cara com Tereza parada na porta.
Ela disparou imediatamente: — Tereza Souza, você não foi demitida? O que tá fazendo aqui de novo? Haja falta de vergonha na cara!
— Não. Quem vai ser demitida é você, Edileuza Lopes.
— O que você quer dizer com isso? Quem você acha que é para falar assim comigo...
Antes que Edileuza pudesse terminar a frase, ela notou vários executivos de terno impecável parados atrás de Tereza.
Ela gelou.
Ela conhecia aqueles homens muito bem. Um deles era o gerente geral, seu chefe direto.
— Gerente, o que... o que está acontecendo aqui? — Edileuza perguntou, confusa.
O gerente rugiu, furioso: — Edileuza Lopes, você perdeu a cabeça?! Como tem a audácia de falar assim com a presidente?!

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