Plaft!
O tapa veio direto da mão de Isaque Domingos.
Ninguém se atreveu a respirar fundo. Ninguém queria ofender Isaque.
O olhar de Isaque varreu o ambiente, cortante. — Hoje, vou deixar bem claro para vocês. A relação entre mim e a senhorita Helena é puramente profissional e limpa. Ela nunca me seduziu. Ela é a minha salvadora. Tudo o que tenho hoje, devo a ela!
Todos acharam que tinham ouvido mal.
O que Isaque Domingos estava dizendo?
Helena era a salvadora dele?
— Em outras palavras, a verdadeira dona do Grupo Aurelis é ela. Eu sou apenas um funcionário que trabalha para ela. Vocês, bando de idiotas! O fato de a família Gomes estar na sarjeta hoje é bem merecido!
Os rostos do segundo e do terceiro tio ficaram pálidos como cera.
As pessoas se entreolhavam, sem conseguir acreditar.
A dona do Grupo Aurelis era Helena!
— Diretor Domingos... o senhor... o senhor está falando sério? — A velha matriarca mal podia acreditar no que ouvira.
— Por que eu mentiria para vocês? Ou acham que eu vim à sua festa de oitenta anos à toa? Eu só vim para desejar feliz aniversário por consideração à minha chefe. Se vocês não tivessem sido tão injustos e tendenciosos, nunca teriam chegado a esse ponto!
A velha matriarca cambaleou, quase perdendo o equilíbrio.
Ela olhou para Helena de novo e deu um passo à frente para falar algo.
— Helena...
Mas Helena a interrompeu antes que pudesse dizer qualquer coisa: — Chega. Meu objetivo hoje era apenas dar uma lição na Catarina e na Roberta. Para que elas aprendam a colocar o rabo entre as pernas e não me provoquem mais. Caso contrário, não me culpem por não ter pena. Eu farei a família Gomes desaparecer da Cidade Capital!

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