Vendo que ninguém mais daria atenção a ela, Roberta só pôde se levantar e ir embora em silêncio.
Enquanto via o carro de Marcos e Lucimar Silveira acelerando para longe, um plano repentino cruzou a sua mente.
No dia seguinte.
Ela marcou um encontro com Lucimar Silveira em uma cafeteria fina.
Lucimar chegou desfilando com uma bolsa de edição limitada pendurada no braço, o tipo de luxo que Roberta não conseguiria comprar nem em dez vidas.
Mesmo sendo do ramo principal da família, Lucimar não era exatamente a filha mais querida do clã Silveira. Ainda assim, o status dela estava anos-luz à frente de qualquer coisa que Roberta pudesse sonhar.
— E então? Conseguiu o dinheiro? — Lucimar perguntou, com um sorriso de escárnio no rosto.
Roberta apertou as mãos suadas debaixo da mesa, o nervosismo a consumindo.
É claro que ela não tinha conseguido nada. Ela estava completamente falida.
Laura e Ezequiel até poderiam juntar essa quantia, mas jamais venderiam seus imóveis e ações para salvá-la. O foco deles era manter o padrão de vida de Noberto, que estudava fora.
Eles nunca a ajudariam.
— Sinto muito, senhorita Lucimar. Eu ainda não juntei o dinheiro.
O rosto de Lucimar se contorceu em puro deboche.
— Se não tem o dinheiro, me chamou aqui para quê? Que perda de tempo!
Lucimar pegou a bolsa e fez menção de se levantar.
— Espere! Eu vim hoje para te propor um acordo.
Lucimar parou, erguendo uma sobrancelha.
— Acordo? Que tipo de acordo?
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