Helena pegou o celular, abriu uma foto e mostrou a eles:
— Foi essa pessoa?
Embora a mulher na foto não usasse máscara, eles a reconheceram na mesma hora.
— Sim, é ela! É ela mesma!
Helena guardou o celular.
— Entendi. — Ela já sabia muito bem quem estava tentando destruí-la.
Um truquezinho tão baixo... Era patético.
— Levem todos eles para a sede da Confraria do Meridiano Negro. E mais uma coisa: o Hook falhou em controlar seus subordinados. Quebrem as pernas dele. Não precisa nem trazê-lo para me ver! — Tomás ordenou com as mãos nas costas, como um verdadeiro rei do submundo.
Os homens empalideceram. Até o chefe que eles tanto respeitavam, Hook, seria aleijado!
— Sr. Tomás, por favor! Você não disse que pouparia as nossas vidas se contássemos quem foi a mandante?!
— Isso foi a minha chefe que disse, não eu. Além do mais, eu não sou nenhum anjo, por que deveria deixar vocês irem? Esta aqui é a chefe que eu mais respeito. O desrespeito de vocês com ela já é uma sentença de morte!
— Levem-nos daqui! — esbravejou Tomás.
Os homens da Confraria arrastaram os bandidos para longe.
O beco ecoava com súplicas e choros desesperados.
Mas Tomás não moveu um músculo.
Bianca assistia a tudo, maravilhada.
O título de Rei do Inferno não era enfeite.
Se até o temido chefe da Confraria do Meridiano Negro chamava Helena de chefe, quão poderoso era o verdadeiro passado dela?
Quantos segredos mais ela escondia?
— Chefe, já dei um jeito neles. A culpa foi minha. Não fui rigoroso o suficiente com o meu pessoal!


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