Armando Domingos apontava o dedo, tremendo da cabeça aos pés, enquanto disparava xingamentos.
Parecia odiar aquele filho com todas as suas forças.
Isaque Domingos, por sua vez, não deu a mínima para o ataque de fúria.
Helena tomou a palavra:
— Diretor Domingos, pelo visto, você sabe muito pouco sobre o lixo do seu próprio filho. Que estupidez.
— O que vocês querem dizer com isso? Expliquem direito!
— Vou te dizer a verdade. Tempo atrás, o seu filho me sequestrou e tentou me matar. Isaque Domingos foi quem me salvou. Em troca, o seu filho mandou quebrarem todos os ossos e tendões do Isaque, deixando-o quase morto. Fui eu quem o puxou de volta do inferno, o operei e o fiz voltar a andar.
Helena fez uma pausa, os olhos frios.
— Depois disso, eu só não acabei com o seu filho porque estava muito ocupada. Então, Isaque Domingos fez isso por mim. O fato de o seu filho estar numa cama não foi só uma vingança pessoal do Isaque, foi uma vingança por mim também. Entendeu agora como as coisas funcionam?
Ela cruzou os braços.
— Acha mesmo que eu faria uma cirurgia em alguém que tentou me matar? Meu cérebro não está estragado. Então, quando eu digo que você é um estúpido, diretor Domingos, não é exagero, é? Você nem sabe o que aconteceu e vem implorar logo para a pessoa errada. Só veio passar vergonha.
Armando Domingos ficou mudo.
Ele ficou paralisado no lugar, incapaz de processar tudo aquilo.
Isaque Domingos e Helena estavam do mesmo lado.
E Lucas havia sequestrado Helena!
Ele desabou no chão, atônito.
A única coisa que ecoava em sua cabeça era: Acabou! Tudo acabou!
Ele já havia consultado médicos internacionais, e ninguém fora do país tinha capacidade de curar o seu filho.
A única esperança era implorar a Helena pela cirurgia. E no fim, a pessoa que Lucas tentou destruir era justamente ela.
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