Por amor ao filho, Armando Domingos estava disposto a apostar tudo o que lhe restava.
Ignorou até mesmo a empresa que estava por um fio.
Seu único e desesperado pensamento era conseguir tratamento para Lucas.
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Victor Freitas estava pescando tranquilamente, e Tereza lhe fazia companhia.
— Pai, você realmente não vai dar um jeito naqueles meus tios? Eles estão passando por cima de mim.
— Eu não posso me meter. Isso é algo que você mesma terá que resolver. Afinal, eles são meus primos. Se eu interferir, fica feio. Mas com você a história é outra. Você é a geração mais nova. Mesmo que bata o pé e faça exigências, eles não podem fazer nada. Assim que você assumir oficialmente o controle do Grupo Freitas, o poder de decisão sobre o que fazer com eles será todo seu.
Tereza havia omitido os acontecimentos no País K de Victor Freitas. Apenas disse que precisava esfriar a cabeça e fez uma viagem turística ao exterior.
Victor Freitas também não fez perguntas.
— Sim, pai, eu entendo. Então eu volto para a empresa e resolvo! Mas ainda há tantas coisas erradas naquele departamento...
Tereza queria reclamar da situação da empresa, mas foi interrompida pelo pai.
— Chega. Não combinamos que você faria companhia ao seu pai para pescar? Não fale de trabalho agora. É raro termos um momento de paz.
Tereza fez um biquinho e se calou.
Nesse momento, o mordomo se aproximou.
— Presidente, há um senhor chamado Armando Domingos querendo vê-lo.
Victor Freitas franziu a testa.
— Quem é Armando Domingos? Nunca ouvi falar. Diga a ele que estou ocupado e não tenho tempo.
— Eu já usei as desculpas habituais, senhor, mas o homem insiste em não ir embora. Ele disse que é uma questão de vida ou morte e que tem algo extremamente urgente para falar com o presidente.
— Vida ou morte? Bom, se é algo tão sério assim, deixe-o entrar!
Victor Freitas não era um homem cruel por natureza.

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