Para a surpresa de todos, Lucimar Silveira caminhou a passos largos até Benjamim Silveira e deu-lhe um tapa no rosto.
Plaft!
O som agudo ecoou, deixando até Helena em choque.
— Lucimar Silveira, o que você está fazendo?! — perguntou Helena, incrédula.
— Quem mandou ele bater no meu namorado?!
— Você perdeu o juízo? Ele é seu próprio irmão de sangue! O laço de vocês não vale mais do que o de um estranho que você conheceu há poucos dias?
Lucimar Silveira revirou os olhos com desprezo.
— Hmph! O Marcos não é um estranho. Ele é o homem que eu amo. Em breve vamos nos casar e seremos todos uma família!
Helena nunca imaginou que Lucimar Silveira, com todo o seu ar de mulher inatingível, seria tão cega de amor.
Seja lá qual fosse o truque que Marcos havia usado, funcionara perfeitamente para deixá-la tão submissa.
— Lucimar Silveira, não importa o que aconteça, ele é o seu irmão. Você não pode levantar a mão para ele assim! — Daniel se aproximou, intercedendo.
Lucimar Silveira cruzou os braços, com postura arrogante:
— Guardem essa falsa bondade para vocês. Não achem que me enganam. A minha mãe pode até cair nessa conversa, mas eu não!
Dito isso, Lucimar Silveira puxou Marcos e foi embora.
— Marcos, você está bem? Deixa eu ver se machucou muito... — disse Lucimar Silveira, segurando o rosto dele com ternura.
Marcos pareceu impaciente.
— Estou bem, não precisa olhar. Para um homem, esse machucadinho não é nada.
Ele se lembrou de quando viu Helena lidando com aqueles capangas no beco. Naquele momento, ele pensou: se até uma mulher podia ser tão feroz, um homem devia ter ainda mais atitude.
Obviamente, ele não ia dar importância a um pequeno corte.
— A propósito... o seu irmão mais velho... ele é realmente bobo? — perguntou Marcos.
— Por que essa pergunta do nada?

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