Iolanda Peregrino assentiu com a cabeça.
— Sim, pai.
E a conversa acabou ali. Pai e filha não tinham mais nada a dizer um ao outro.
Uma profunda decepção invadiu o peito de Iolanda.
Ela queria o que as outras garotas tinham: um pai que a amasse. Mas, sempre que ele voltava, só se importava em saber como andavam as coisas na família Silveira.
Ele não dava a mínima para a própria filha.
Tudo bem. Ela já estava acostumada a não esperar nada dele.
Seu único e verdadeiro sonho era que o homem que ela amava finalmente aceitasse se casar com ela.
Esse era o seu maior desejo.
—
À tarde, Daniel foi buscar Helena.
Eles iriam à mansão da família Silveira para visitar Benjamim Silveira.
Ao ver Daniel, a imagem de Adriana com aquele homem no Oásis Atlântico voltou à mente de Helena.
Ela hesitou. Deveria contar a ele?
Como ele reagiria se soubesse o tipo de mulher que a mãe dele era?
— Helena, você parece distante hoje. Aconteceu alguma coisa? — perguntou Daniel, notando o silêncio dela.
— Não foi nada. — Ela decidiu esperar. Era melhor não falar nada por enquanto.
Se Helena não queria contar, Daniel não forçaria.
Chegando à mansão da família Silveira, Helena passou um tempo brincando com Benjamim Silveira.
Pouco depois, uma das funcionárias de Adriana se aproximou.
— Srta. Gomes, a senhora Adriana deseja vê-la.
Helena já imaginava o motivo. Tinha tudo a ver com o hotel.
Ao entrar na luxuosa sala de chá, encontrou Adriana focada em preparar sua infusão.
Helena achava aquilo uma piada. Uma mulher tão histérica e controladora tentando pagar de refinada com cerimônias de chá.
— Senhora, o que deseja falar comigo? — perguntou Helena, cortando o silêncio.
Adriana adorava fazer joguinhos de poder. Se o outro não tomasse a iniciativa, ela não abriria a boca.


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