Gustavo Oliveira soltou um riso frio. — Não preciso dos seus sermões!
Dito isso, ele se virou, tentando fugir.
Mas Daniel Silveira bloqueou o caminho logo à frente.
Ele arregalou os olhos. Cercado por todos os lados. Não havia escapatória!
Helena avançou num salto e o acertou com um chute certeiro.
Gustavo caiu no chão, agarrando o próprio peito enquanto gemia de dor.
A reputação de Helena não era à toa. Seus golpes eram implacáveis.
Sua velocidade era tão impressionante que ele mal teve tempo de piscar, muito menos de reagir.
Uma pena que ele não soubesse da verdadeira identidade dela antes.
Caso contrário, jamais teria ousado provocá-la.
Jorge já havia avançado com seus homens, imobilizando Gustavo Oliveira no chão.
— Helena, acho que a morte seria um castigo brando demais para ele. — disse Jorge. — Um lixo como esse deveria experimentar cada uma das sessões de tortura do complexo. Aí sim seria justo.
Gustavo olhou para Daniel, com os olhos transbordando pânico.
Sendo o antigo administrador do complexo, ele sabia muito bem o que aquelas torturas significavam!
Seu corpo inteiro já tremia incontrolavelmente.
— Me matem logo! Eu imploro, me matem! — balbuciou Gustavo, a voz embargada pelo terror.
Ele preferia a morte a passar por aquilo. Era um destino pior que o próprio inferno!
— Só de ouvir falar nas torturas, você já perde a cor. Como teve coragem de impor isso aos seus próprios compatriotas? — a voz de Helena era gélida. — Achei uma excelente ideia. Jorge, ele é todo seu.
Jorge respondeu: — Pode deixar. Vou garantir que ele aproveite cada etapa. Não vou pular um único procedimento!
Gustavo simplesmente apagou, desmaiando de puro terror.
— Hmph! Com essa coragem de rato, nem sei como ele chegou a uma posição de chefia. — Helena soltou um riso de escárnio.
Com Gustavo capturado, Helena fez questão de dar a notícia a Tereza Freitas.
Tereza sentiu um enorme peso ser tirado de suas costas.
— Quando voltarmos, vamos atrás daquele casal para vingar você. No fundo, eles foram os verdadeiros culpados de tudo isso. — disse Helena.
— Helena, obrigada por ter feito tanto por mim.
— Que bobagem é essa de agradecer? Se algo acontecesse com você, esqueça o Iran, nem eu saberia como olhar para o Sr. Freitas de novo. — Helena sorriu de leve. — Enfim, o avião já está pronto. Partiremos do País K amanhã de manhã.
Daniel se aproximou de Helena.
— Afinal de contas, qual é a relação entre você e o Iran Alves?
— Com certeza não é o que você está pensando. Ele e a Tereza é que têm uma história. Só espero que os dois consigam se entender no fim. — Helena o encarou, divertida. — Daniel, não me diga que você está com ciúmes disso também?
— Claro que não. Eu sei muito bem separar as coisas.
Iran Alves era bem diferente de Isaque Domingos. Quando Isaque olhava para a esposa, seus olhos transbordavam desejo e uma paixão tão profunda que até Daniel se comovia.
Mas o olhar de Iran para Helena carregava apenas respeito absoluto e admiração profunda!
—
Grupo Aurelis.
O assistente de Isaque Domingos, João Santos, entrou no escritório com passos rápidos.
— Diretor Domingos, descobrimos o paradeiro de Lucas Domingos.
— Fale.
— O garoto havia fugido para o exterior por medo. Mas parece que não suportou o tédio, ou talvez achou que o senhor não iria mais atrás dele. Ele abaixou a guarda e voltou em segredo há alguns dias.

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