Helena mirou com precisão mortal em um dos agressores e apertou o gatilho sem qualquer hesitação.
O projétil atingiu o alvo em cheio, e o homem desabou pesadamente no chão frio.
Enquanto isso, Iran Alves arrastava Tereza com segurança para dentro do banheiro adjacente ao quarto.
— Fique escondida aqui dentro e não ouse se mover. — Ordenou ele em um sussurro tenso. — Eu vou lá fora verificar a gravidade da situação.
— Tome muito cuidado! — Pediu Tereza, lançando a ele um olhar carregado de angústia e afeto.
Iran Alves apenas assentiu com firmeza, virou as costas e mergulhou de volta no inferno do combate.
Com a habilidade tática formidável dele somada à letalidade de Helena, o pequeno esquadrão de mercenários que realizou o ataque furtivo foi aniquilado em questão de segundos.
No entanto, o inimigo havia subestimado as próprias perdas e preparado reservas.
Justamente quando Helena permitiu que um suspiro de alívio escapasse, acreditando que a carnificina havia chegado ao fim, a realidade provou o contrário.
De repente, uma nova leva de assassinos irrompeu pelas portas destruídas, avançando como feras ensandecidas.
Eles despejaram uma chuva torrencial de balas cegamente contra o interior do cômodo despedaçado.
Emília, paralisada pelo mais puro terror, tentava arrastar o próprio corpo trêmulo em direção a qualquer rota de fuga invisível no meio do caos.
O destino, porém, decidiu puni-la pelo seu pânico covarde.
Uma bala perdida, disparada ao acaso na escuridão, atravessou o ar e perfurou o corpo dela impiedosamente!
O impacto a lançou ao chão, colapsando o seu peso contra os escombros em um baque surdo.
Aquele único e violento estampido colocou um ponto final definitivo na sua existência patética.
Sem demonstrar um pingo de clemência, Helena e Iran Alves neutralizaram sistematicamente essa segunda onda de executores.
— Iran, vá até o corredor e verifique se ainda restou algum atirador escondido! — Comandou Helena com autoridade.
Iran Alves agarrou a sua arma fumegante e saiu correndo pelos destroços para vasculhar a área circundante.
O tiroteio colossal causou um alvoroço pandêmico em todo o hospital, fazendo dezenas de pacientes e funcionários correrem em pânico pelos corredores enfumaçados.
O diretor do hospital, com as pernas trêmulas, ousou se aproximar para avaliar os danos.
Daniel se adiantou e iniciou imediatamente as frias negociações financeiras com ele.
No turbulento país K, dominado por centenas de senhores da guerra sanguinolentos, trocas de tiros viscerais eram tão comuns que a população local havia se tornado quase apática à violência.
Se uma bala perdida destruísse a sua propriedade, o consenso geral ditava que era apenas mais um dia de azar terrível.
Sendo generosamente compensado, o diretor convocou às pressas uma equipe de funcionários para remover as pilhas de cadáveres que bloqueavam a passagem.
Todos os intrusos invasores estavam irrevogavelmente mortos.
Helena caminhou por cima dos detritos, parando diante do corpo caído de Emília.
Para a mais profunda surpresa humana, Emília ainda se agarrava debilmente a um último fiapo de respiração.
Ao avistar o rosto indiferente de Helena acima de si, ela abriu os lábios manchados de sangue em um esforço colossal, lutando para articular alguma frase maldita.
— Diga logo o que você tem que dizer antes de morrer. — Instruiu Helena, observando o fim da sua inimiga sem a menor emoção.
— Eu... eu odeio... você... — Emília expeliu essas quatro palavras venenosas com a última gota da sua energia vital.

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