Em seguida, outro homem apareceu.
Ele entregou um maço de notas à mulher.
A vendedora contou o dinheiro.
Satisfeita, ela virou as costas e foi embora sem olhar para trás.
O homem voltou-se para Helena.
— Se você for inteligente, virá conosco. Vamos ajudá-la a ficar rica, mas se tentar resistir, morrerá aqui mesmo.
— Tudo bem, eu obedeço. Quero ficar rica com vocês. — Respondeu Helena, que não desejava outra coisa.
Sendo assim, ela os acompanhou para o interior do complexo.
Antes de qualquer coisa, realizaram uma revista minuciosa nela.
Perceberam que ela não carregava nenhum celular.
— Onde está o seu telefone?
— Eu o perdi.
— Não tem passaporte nem identidade?
Helena balançou a cabeça negativamente.
— Não. Fui assaltada, e é por isso que fiquei sem saída.
O homem não desconfiou de nada.
Ele acenou com a mão, ordenando que a levassem para baixo.
— Já é muito tarde e o gerente encerrou o turno. Fique aqui por hoje, chamaremos você amanhã! — Disse o sujeito, empurrando Helena para dentro de um quarto.
Ele jogou-lhe um conjunto de roupas.
O uniforme, composto por camisa de manga curta e bermuda, além de um par de chinelos, servia para facilitar o controle dos prisioneiros.
Havia mais de vinte pessoas naquele cômodo.
Todos dormiam em colchões improvisados no chão.
Homens e mulheres dividiam o mesmo espaço.
A principal característica daquelas pessoas era o estado deplorável em que se encontravam.
Ninguém ali estava ileso.
Havia feridas nos rostos, nos braços, nos pescoços e nas pernas.
Absolutamente ninguém ostentava uma pele intacta.
Helena segurou seus pertences.
Ela avistou um espaço vazio no canto e caminhou até lá.
Os demais ocupantes a observavam com um olhar carregado de tristeza.
Era como se pensassem que mais uma infeliz havia caído na armadilha naquele dia.
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