O homem sentiu um terror imediato invadir o seu peito.
Observando a expressão no rosto de Tereza, não parecia que ela estava mentindo.
Além disso, mesmo que fosse uma mentira, ele não podia baixar a guarda perante algo tão grave.
A sua própria vida era muito mais importante.
— Marido, o que vamos fazer agora? — Perguntou a mulher, visivelmente desesperada. — Ela tem AIDS, você absolutamente não pode dormir com ela, pois se você pegar essa doença e me transmitir depois, eu também vou acabar morrendo!
— Fique tranquila, não vou tocá-la. — Respondeu ele. — Independentemente de ser verdade ou não, não posso correr esse risco.
Preservar a vida era a maior prioridade.
— Então o que faremos com ela? — Indagou a esposa. — Se a deixarmos ir embora assim, o que faremos se ela chamar a polícia?
— Eu tive uma ideia. — Disse o homem. — Tenho um amigo que faz negócios escusos no País K, poderíamos vendê-la para lá e mandá-la para bem longe, onde ninguém jamais a encontraria.
— Sim, essa é uma ótima ideia! — Concordou a mulher. — Entre em contato com ele rapidamente, assim que nos livrarmos dela, marido, procurarei uma garota nova para você.
— Você é uma boa esposa! — Elogiou ele.
O diálogo nojento entre os dois embrulhou o estômago de Tereza.
Ela nunca havia cruzado com seres humanos tão asquerosos em toda a sua vida.
Ela sabia muito bem qual era a fama do País K.
Aquele lugar era um antro de quadrilhas de fraudes telefônicas e sequestros.
Ela temia ser levada para lá e acabar vítima de roubo de órgãos.
O arrependimento corroía o coração de Tereza por não ter deixado Iran Alves acompanhá-la.
Se aquele rapaz estivesse ao seu lado, nada disso teria acontecido.
Mas agora já era tarde demais para lamentações.
Observando o homem pegar o celular para fazer o contato, Tereza tentou negociar.
— E se fizermos um acordo? — Propôs ela. — Vocês me libertam, e eu juro que não chamarei a polícia, além disso, posso pedir à minha família que lhes pague uma grande quantia em dinheiro, o que acham?
— Você acha que somos idiotas? — Berrou a mulher para ela. — Se te soltarmos, você nos denunciará no segundo seguinte, é óbvio que você chamaria a polícia!
Tereza ficou em silêncio.
Ficava claro que aqueles criminosos eram astutos demais para serem enganados com promessas vazias.
O que era incompreensível era o fato de uma mulher tão sagaz se rebaixar a cometer atrocidades em nome do próprio marido.
— Esposa, vá buscar uma tigela de água para ela beber. — Ordenou o homem. — Faremos ela dormir um pouco, pois já contatei o pessoal e eles virão buscá-la imediatamente, assim evitamos que ela grite e chame a atenção da vizinhança.

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