Tereza Freitas levantou-se cedo, preparando-se para o trabalho na empresa.
Iran Alves saiu logo atrás dela.
— Entre no carro. — Disse Iran Alves, abrindo a porta.
— Não vou entrar, irei sozinha.
— Qual é o problema agora? — Perguntou Iran Alves, confuso.
— O que eu faço não é da sua conta, então não precisa me seguir, pois não há relação alguma entre nós.
— Mas o Sr. Freitas me mandou ser o seu guarda-costas.
— Eu não preciso!
Tereza terminou de falar, ajeitou a bolsa no ombro e saiu caminhando apressadamente.
Iran Alves ficou parado no mesmo lugar, atordoado.
Ele se perguntou se ela havia acordado com o pé esquerdo naquela manhã.
Ele notou que, nos últimos tempos, a atitude de Tereza para com ele estava péssima.
Ele simplesmente não sabia o motivo.
Ele suspirou profundamente.
A mente das mulheres era verdadeiramente incompreensível.
Tereza caminhou até a rua para pegar um táxi.
Ela recusava-se a dividir o mesmo veículo que Iran Alves.
Naquele exato momento, ela viu uma mulher grávida tropeçar e cair na calçada.
— Senhora, você está bem? — Perguntou Tereza, correndo para ajudá-la a se levantar.
— Minha barriga não está parecendo muito bem. — Respondeu a grávida.
— Você quer que eu a leve ao hospital?
— Não é necessário, basta eu ir para casa e deitar um pouco. — Disse a mulher. — Minha casa é aqui perto, a senhorita poderia me acompanhar até lá?
Tereza hesitou por um instante.
O horário do seu expediente estava prestes a começar.
Ela ainda precisava pegar um táxi para a empresa.
— Senhorita, se for muito incômodo, deixe para lá, eu consigo andar sozinha! — Disse a grávida, fazendo menção de partir.
— Espere, senhora, não me sinto tranquila deixando-a assim, eu vou levá-la de volta!


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