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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 705

— As razões ocultas das minhas escolhas não estão sob a sua jurisdição intrometida, mas caso essa visita ridícula tenha sido encomendada pelos sussurros manipuladores de Adriana Silveira, recomendo que abandone essa missão falida antes de passar mais vergonha!

Enquanto o embate verbal ainda ardia entre eles, as engrenagens do destino giraram tragicamente com a aproximação furiosa de um automóvel desgovernado na direção do grupo.

— Cuidado, Daniel! — O grito de alerta rasgou a garganta de Helena num pânico cortante.

O instinto de proteção fez a jovem saltar desesperadamente em direção ao homem, empurrando o peso rígido dele para a calçada contígua num átimo de segundo.

Como o projétil metálico sobre rodas investia covardemente contra as costas do ex-magnata, a força bruta providenciada pela mão trêmula da estagiária fora a única muralha tênue a salvá-lo de um fim sangrento e doloroso.

O pavor petrificou momentaneamente Iolanda Peregrino antes que o instinto de sobrevivência a forçasse a arremessar o próprio corpo para longe do asfalto assassino.

O monstro descontrolado deslizou freneticamente pelo cimento até deparar-se contra o impacto paralisante de uma parede de alvenaria monumental localizada na esquina.

O choque violento do metal escavando pedras preencheu o silêncio da rua com um estrondo assustador e ensurdecedor.

A motorista irresponsável repousava afundada sobre o volante com os nervos estilhaçados.

Mergulhada num estado de terror primitivo absoluto, ela tremia violentamente dentro do habitáculo retorcido como se sentisse um frio congelante.

Não demorou para que as sirenes dos agentes de trânsito se anunciassem no ambiente empoeirado e caótico.

Uma rápida e profissional reconstrução pericial determinou que a jovem motorista cometera o grave descuido de pisar brutalmente no acelerador acreditando tratar-se do pedal do freio, o que provocou o deslizamento fatal da máquina em marcha ré.

Graças à divina intervenção do paredão rústico de concreto interceptando o veículo antes que ele atingisse carne humana, o sombrio teatro não contabilizou um único arranhão nos transeuntes aterrorizados.

Assim que as viaturas de fiscalização rebocaram a pálida causadora da tragédia rumo à delegacia, um guincho mecânico transportou as sobras deformadas da carcaça para fora do cenário.

— Tudo indica que se tratou apenas de um erro idiota e nada além de um imprevisto amador! — Declarou Helena, respirando com dificuldade.

A cena grotesca definitivamente não exalava os ares meticulosos de uma armadilha encomendada com propósitos malignos.

— O nível do desespero cru estampado nos olhos encharcados daquela mulher seria impossível de ser replicado por uma mera atriz fajuta, provando as probabilidades de ter sido um acidente puro, mas que sirva de aviso cômico para que eu comece a consultar os presságios astrais antes de sair de casa a partir de agora. — Daniel forçou um sorriso carregado de escárnio existencial.

Por uma margem absurdamente estreita, a sua história não foi sumariamente sepultada sob os pneus ruidosos de um acidente fatal.

— Suba na moto logo, pois necessitamos nos afastar desse ambiente com a máxima brevidade! — Pressionou Daniel.

Montando o modesto veículo elétrico, os dois abandonaram a rua turbulenta.

Estática em seu posto patético na calçada maltratada, Iolanda Peregrino devorava a paisagem do sumiço gradual com um olhar sombrio que transbordava a mais letal repulsa invejosa em sua essência.

— Para qual canto da cidade a nossa viagem se estenderá agora? — Inquiriu Helena.

Capítulo 705 1

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