Catarina sentiu o rosto arder; certamente estava inchado!
— Está sangrando... Helena, como ousa me bater! Sua vadia! Você ousa me bater! Eu não quero mais viver! Vou acabar com você!
Catarina tocou o canto da boca que sangrava e tentou avançar para agredir.
— Segurem-nas! Onde já se viu isso? — Ordenou a velha senhora aos criados.
Catarina foi contida.
— Helena, sua vadia, que direito você tem de me bater! Que direito! Buááá!
— Vovó, a senhora tem que fazer justiça por mim! Ela é muito insolente, por que me bateu?
Adelina Gomes encarou Amanda com fúria.
— Amanda, sua filha bateu em alguém, você tem que me dar uma explicação hoje!
Amanda respondeu friamente:
— Então sua filha caluniou a minha, e o que me diz sobre isso? Somos todos pais e mães, você sabe como dói ver uma filha sofrer. Quando vocês acusaram Clara injustamente agora há pouco, pensaram que também sentiríamos dor?
Amanda não achava nada errado; pelo contrário, sentia que a atitude de Helena foi um alívio.
Se não tivesse tantas preocupações, ela mesma gostaria de ter avançado e rasgado todos eles.
— Helena, você ainda tem respeito pelos mais velhos? — Questionou a velha senhora.
— Vovó, Catarina caluniou minha Clara e quase fez com que ela apanhasse. Um tapa foi pouco. Eu disse que, se não tivessem medo de passar vergonha, eu poderia processá-la por difamação. Se a vovó acha inapropriado, vou contatar meu advogado agora mesmo.
— Contate o advogado então, acha que temos medo de você? — Xingou Eduardo.
— Calem a boca! Todos calados! — A velha senhora bateu a bengala duas vezes no chão.
— Somos todos uma família, que história é essa de processo? Catarina causou tudo isso. Já bateram, já xingaram, vamos parar por aqui. Se alguém ousar envergonhar a família Gomes, não me culpem por ser impiedosa!
A velha senhora naturalmente não deixaria o assunto crescer, pois sempre valorizou a reputação acima de tudo.

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